Ponto cantado

🎶 “OXALÁ MANDOU QUE EU GIRASSE NA UMBANDA, MAS NA MINHA GIRADA SÓ ESPINHOS COLHI.
OXALÁ MANDOU E EU GIREI.
E A MEUS FILHOS EU NUNCA ESQUECI.” 🎶

Todo ponto cantado de Umbanda tem um fundamento traçado nas Leis de Deus! Este ponto fala da porta estreita.
O Espírito Emmanuel, por meio da psicografia de Chico Xavier, no livro Vinha de Luz nos dá uma visão esclarecedora sobre o assunto, segue: 🍃

“Porfiai por entrar pela porta estreita, porque eu vos digo que muitos procurarão entrar, e não poderão.” – Jesus. (Lucas, 13:24.)

Antes da reencarnação necessária ao progresso, a alma estima na “porta estreita” a sua oportunidade gloriosa nos círculos carnais.
Reconhece a necessidade do sofrimento purificador.
Anseia pelo sacrifício que redime.
Exalta o obstáculo que ensina.
Compreende a dificuldade que enriquece a mente e não pede outra coisa que não seja a lição, nem espera senão a luz do entendimento que a elevará nos caminhos infinitos da vida.
Obtém o vaso frágil de carne, em que se mergulha para o serviço de retificação e aperfeiçoamento.
Reconquistando, porém, a oportunidade da existência terrestre, volta a procurar as “portas largas” por onde transitam as multidões.
Fugindo à dificuldade, empenha-se pelo menor esforço.
Temendo o sacrifício, exige a vantagem pessoal.
Longe de servir aos semelhantes, reclama os serviços dos outros para si.
E, no sono doentio do passado, atravessa os campos de evolução, sem algo realizar de útil, menosprezando os compromissos assumidos.
Em geral, quase todos os homens somente acordam quando a enfermidade lhes requisita o corpo às transformações da morte.
“Ah! se fosse possível voltar!…” – pensam todos.
Com que aflição acariciam o desejo de tornar a viver no mundo, a fim de aprenderem a humildade, a paciência e a fé!…
Com que transporte de júbilo se devotariam então à felicidade dos outros! …
Mas… é tarde. Rogaram a “porta estreita” e receberam-na, entretanto, recuaram no instante do serviço justo. E porque se acomodaram muito bem nas “portas largas”, volvem a integrar as fileiras ansiosas daqueles que procuram entrar, de novo, e não conseguem.

Portanto, são pontos curtos cantados na Umbanda, mas de preciosos significados para a nossa existência.

Assim, estejamos sempre atentos à essência sublime das mensagens no contexto dos pontos cantados na Umbanda, para que possamos sentí-los de corpo e alma, recebendo os benefícios da melodia e das reflexões positivas que nos possam engrandecer espiritualmente.

Saravá Umbanda! Saravá Caboclo Puri Guerreiro!

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Incorporação fora do terreiro

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Porque não incorporar em casa. O assunto é sério! Leiam e aprendam.

Muitas vezes nos deparamos com pessoas que recebem os exus, caboclos, pretos velhos e crianças em casa. Eles conversam, algumas vezes dão consultas e passam remédios que por vezes funcionam tão bem quanto os passados nos templos. Mas então porque não é recomendável fazer isso em casa, se funciona? Há vários motivos, mas gostaria de comentar os 3 que são em minha opinião, os principais:

1.) As complicações para SUA casa: Muitos umbandistas não sabem, mas o templo de umbanda, possui vários pontos de força chamados de firmezas onde todas as energias negativas (que chamaremos de “carrego”, usado no linguajar da Umbanda) podem ser enviadas para seu descarrego. Sua casa não possui firmeza e se o médium não for bem firme pode piorar tudo. Cada templo possui diferentes tipos de instrumentos para descarrego, ligado principalmente à linha da entidade que dirige o templo. Sua casa não tem essa preparação, e portanto todo o carrego que a entidade tira seja do ambiente, seja de você ou seja daqueles que você ama ou que atende acaba ficando depositado na sua casa. Obviamente que parte dele a entidade transforma e elimina, mas a parte mais “pesada” dele e que não pode ser transformada acaba sendo deixada no lugar onde o trabalho é executado e outra parte com quem o executou. Você pode imaginar que uma simples conversa não faria mal, mas os espíritos estão em trabalho constante mesmo quando aparentemente apenas conversando e funcionam como uma espécie de imã para o carrego que permeia o ambiente e as pessoas. Então mesmo numa simples conversa o espírito deixará sua casa com esta energia; isso afetará a todos de forma sutil no início, causando desentendimentos, desânimo, falta de vontade e com o tempo (e acúmulo) evoluindo para brigas, tristeza e até doenças.

2.) SUA preparação: É a segunda face do motivo acima; parte do carrego é processado pelo espírito, parte por quem recebe o espírito e parte fica no ambiente. O trabalho constante e os diversos graus de iniciação que existem na Umbanda (coroa de firmeza, pai pequeno, babá) preparam o corpo do médium para receber uma carga maior de carrego, para que possa suportar os trabalhos mais pesados realizados pelo templo. Se você não tem preparação e recebe uma carga muito pesada você prejudica a si mesmo, com sintomas inclusive semelhantes aos de sua casa, mas que se aplicam apenas a você. Uma coisa importante aqui: trabalhos pesados não significam trabalhos para prejudicar outra pessoa: desmanchar um “feitiço” que provocou uma doença em alguém, por exemplo, é um trabalho bastante pesado, mas benéfico. Afastar um espírito ruim que está influenciando uma família a brigar também costuma ser bastante pesado (e muitas vezes sutil) e benéfico, apenas para citar alguns exemplos.

3.) Presença de espíritos zombadores. Exceto pelos médiuns mais desenvolvidos, é muito difícil saber quando o espírito incorporado é sério ou apenas um zombeteiro se fazendo passar por outro espírito. O templo é energeticamente preparado por pessoas preparadas antes dos trabalhos para evitar que estes espíritos possam se manifestar, se utilizando inclusive das ferramentas que existem no templo. Em casa, como vimos no primeiro ponto estas ferramentas não existem, e não temos como preparar o local de forma adequada, muitas vezes não tendo nós mesmos esta preparação. Além disso, muitas pessoas que recebem os espíritos em sua casa tem pouco conhecimento e portanto menos condições de perceber a condição dos zombeteiros. Esse tipo de espírito pode até ajudar a pessoa que você atender, mas com certeza não vai transformar ou levar nenhuma carga com ele, deixando o carrego todo para você, ou se for mais inteligente, para sua casa, onde você não perceberá imediatamente. Afinal, se você vomitar ou se sentir mal após a desincorporação, provavelmente vai procurar o templo que freqüenta (ou algum templo se não freqüenta nenhum), mas se daqui a uma semana começarem brigas freqüentes você dificilmente relacionará isso ao atendimento que realizou.

Ainda existem os riscos legais, já que ao menos no Brasil os templos devem possuir um CNPJ e serem filiados a uma instituição que os regule; você pode ser acusado inclusive de charlatanismo, e se alguma pessoa com doença ou predisposição piorar de estado ou cometer algum ato ilícito, você pode ser também acusado.

Existem ainda as incorporações “involuntárias”, e elas são bastante comuns. Se isso está acontecendo, procure um templo de sua confiança, vá até lá e converse com um espírito incorporado nas correntes explicando o que está acontecendo. Se é um espírito benéfico que o está chamando a trabalhar ele com certeza se manifestará no templo, em condições adequadas e explicará o que deseja e porque está se manifestando de forma inadequada. Se for um espírito que deseja atrapalhar, ele será conduzido pelos espíritos do templo para ser educado, e provavelmente deixará de se manifestar. Não há motivo para desespero ou medo, apesar de saber que as pessoas que sofrem com as incorporações involuntárias sentem um medo justificado, muitas vezes por desconhecimento. Mas como vimos neste tópico, incorporar em casa é, de muitas formas, muito prejudicial. Respeite as leis de Umbanda, um médico não faria uma cirurgia fora do hospital , tudo tem seu lugar e sua hora.

Mensagem copiada da página Umbandistas.

 

A mediunidade consciente atrapalha a comunicação dos guias de Umbanda?

É natural que o médium iniciante construa uma ideia de medo quanto as ações e falas promovidas pelo guia durante o trabalho espiritual.

Sabemos que os trabalhadores do plano astral utilizam o nosso campo mental e este já é o primeiro motivo para não temer pois eles nos respeitam, nos conhecem, se importam conosco e usam aquilo que há de melhor em seus filhos de fé. As palavras, o jeito de falar, as expressões corporais, tudo isso faz parte da essência do médium que mesmo no ato da incorporação se mantém viva.

Como explicado pelo sacertode Géro Maita no vídeo, devemos nos concentrar e compreender que há um envolvimento energético, um compromisso entre o Guia e o médium, mas ambos possuem a sua própria personalidade. Uma vez bem trabalhada e praticada com humildade, com o propósito da caridade, e somente por ela, a mediunidade passa a ser natural e leve. Junto a isso, estudar os aspectos de nossa religião abre campo para compreender que os bons guias espirituais conhecem nosso íntimo, sabem e respeitam os nossos limites.