Ponto cantado

🎶 Exu fez uma casa com 7 portas e 7 janelas, pra que Exu quer casa se é Pombagira que vai morar nela? 🎶

Muitos veem esse ponto com um olhar de humor, claro que tem humor e alegria, porque é assim que Exu trabalha, mas, como tudo na Umbanda, tem um fundamento muito grande.
O Orixá Exu constrói as 7 portas e 7 janelas, ou seja, Exu abre as portas para energia dos 7 Orixás entrar. Ele também constrói uma casa, um lugar protegido, ou seja, Exu, como mensageiro que é, abre as portas e dá proteção.
Mas constrói e não fica lá, porque a energia de Exu é energia em movimento, o lugar de Exu é na rua, nas encruzilhadas, onde há energias mal resolvidas, então Exu dá direcionamento.
Mas é interessante ver que Pombagira fica na casa, essa energia é do Orixá Pombagira, pouco falado, que é a energia de trazer à tona a autenticidade da pessoa, o ser verdadeiro da alma, com liberdade e respeito. Pombagira fica para trazer a vida para dentro de casa e a força feminina de leveza e cuidado consigo mesma e com o próximo.
Resumindo, Exu abre as portas para energia dos Orixás entrar e para a energia de Pombagira ficar, para te fazer viver de forma verdadeira, em contato com as energias dos Orixás, de forma autêntica e com respeito às leis de Zambi.

Portanto, antes que o preconceito se instale em julgamentos, permita-se ouvir e sentir as mensagens enfeixadas nos pontos cantados de Umbanda, para encontrar alegria de viver e o profundo sentido das encarnações.

Saravá Umbanda! Saravá Exú Pantera!

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Ponto cantado

🎶 “OXALÁ MANDOU QUE EU GIRASSE NA UMBANDA, MAS NA MINHA GIRADA SÓ ESPINHOS COLHI.
OXALÁ MANDOU E EU GIREI.
E A MEUS FILHOS EU NUNCA ESQUECI.” 🎶

Todo ponto cantado de Umbanda tem um fundamento traçado nas Leis de Deus! Este ponto fala da porta estreita.
O Espírito Emmanuel, por meio da psicografia de Chico Xavier, no livro Vinha de Luz nos dá uma visão esclarecedora sobre o assunto, segue: 🍃

“Porfiai por entrar pela porta estreita, porque eu vos digo que muitos procurarão entrar, e não poderão.” – Jesus. (Lucas, 13:24.)

Antes da reencarnação necessária ao progresso, a alma estima na “porta estreita” a sua oportunidade gloriosa nos círculos carnais.
Reconhece a necessidade do sofrimento purificador.
Anseia pelo sacrifício que redime.
Exalta o obstáculo que ensina.
Compreende a dificuldade que enriquece a mente e não pede outra coisa que não seja a lição, nem espera senão a luz do entendimento que a elevará nos caminhos infinitos da vida.
Obtém o vaso frágil de carne, em que se mergulha para o serviço de retificação e aperfeiçoamento.
Reconquistando, porém, a oportunidade da existência terrestre, volta a procurar as “portas largas” por onde transitam as multidões.
Fugindo à dificuldade, empenha-se pelo menor esforço.
Temendo o sacrifício, exige a vantagem pessoal.
Longe de servir aos semelhantes, reclama os serviços dos outros para si.
E, no sono doentio do passado, atravessa os campos de evolução, sem algo realizar de útil, menosprezando os compromissos assumidos.
Em geral, quase todos os homens somente acordam quando a enfermidade lhes requisita o corpo às transformações da morte.
“Ah! se fosse possível voltar!…” – pensam todos.
Com que aflição acariciam o desejo de tornar a viver no mundo, a fim de aprenderem a humildade, a paciência e a fé!…
Com que transporte de júbilo se devotariam então à felicidade dos outros! …
Mas… é tarde. Rogaram a “porta estreita” e receberam-na, entretanto, recuaram no instante do serviço justo. E porque se acomodaram muito bem nas “portas largas”, volvem a integrar as fileiras ansiosas daqueles que procuram entrar, de novo, e não conseguem.

Portanto, são pontos curtos cantados na Umbanda, mas de preciosos significados para a nossa existência.

Assim, estejamos sempre atentos à essência sublime das mensagens no contexto dos pontos cantados na Umbanda, para que possamos sentí-los de corpo e alma, recebendo os benefícios da melodia e das reflexões positivas que nos possam engrandecer espiritualmente.

Saravá Umbanda! Saravá Caboclo Puri Guerreiro!

Incorporação fora do terreiro

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Porque não incorporar em casa. O assunto é sério! Leiam e aprendam.

Muitas vezes nos deparamos com pessoas que recebem os exus, caboclos, pretos velhos e crianças em casa. Eles conversam, algumas vezes dão consultas e passam remédios que por vezes funcionam tão bem quanto os passados nos templos. Mas então porque não é recomendável fazer isso em casa, se funciona? Há vários motivos, mas gostaria de comentar os 3 que são em minha opinião, os principais:

1.) As complicações para SUA casa: Muitos umbandistas não sabem, mas o templo de umbanda, possui vários pontos de força chamados de firmezas onde todas as energias negativas (que chamaremos de “carrego”, usado no linguajar da Umbanda) podem ser enviadas para seu descarrego. Sua casa não possui firmeza e se o médium não for bem firme pode piorar tudo. Cada templo possui diferentes tipos de instrumentos para descarrego, ligado principalmente à linha da entidade que dirige o templo. Sua casa não tem essa preparação, e portanto todo o carrego que a entidade tira seja do ambiente, seja de você ou seja daqueles que você ama ou que atende acaba ficando depositado na sua casa. Obviamente que parte dele a entidade transforma e elimina, mas a parte mais “pesada” dele e que não pode ser transformada acaba sendo deixada no lugar onde o trabalho é executado e outra parte com quem o executou. Você pode imaginar que uma simples conversa não faria mal, mas os espíritos estão em trabalho constante mesmo quando aparentemente apenas conversando e funcionam como uma espécie de imã para o carrego que permeia o ambiente e as pessoas. Então mesmo numa simples conversa o espírito deixará sua casa com esta energia; isso afetará a todos de forma sutil no início, causando desentendimentos, desânimo, falta de vontade e com o tempo (e acúmulo) evoluindo para brigas, tristeza e até doenças.

2.) SUA preparação: É a segunda face do motivo acima; parte do carrego é processado pelo espírito, parte por quem recebe o espírito e parte fica no ambiente. O trabalho constante e os diversos graus de iniciação que existem na Umbanda (coroa de firmeza, pai pequeno, babá) preparam o corpo do médium para receber uma carga maior de carrego, para que possa suportar os trabalhos mais pesados realizados pelo templo. Se você não tem preparação e recebe uma carga muito pesada você prejudica a si mesmo, com sintomas inclusive semelhantes aos de sua casa, mas que se aplicam apenas a você. Uma coisa importante aqui: trabalhos pesados não significam trabalhos para prejudicar outra pessoa: desmanchar um “feitiço” que provocou uma doença em alguém, por exemplo, é um trabalho bastante pesado, mas benéfico. Afastar um espírito ruim que está influenciando uma família a brigar também costuma ser bastante pesado (e muitas vezes sutil) e benéfico, apenas para citar alguns exemplos.

3.) Presença de espíritos zombadores. Exceto pelos médiuns mais desenvolvidos, é muito difícil saber quando o espírito incorporado é sério ou apenas um zombeteiro se fazendo passar por outro espírito. O templo é energeticamente preparado por pessoas preparadas antes dos trabalhos para evitar que estes espíritos possam se manifestar, se utilizando inclusive das ferramentas que existem no templo. Em casa, como vimos no primeiro ponto estas ferramentas não existem, e não temos como preparar o local de forma adequada, muitas vezes não tendo nós mesmos esta preparação. Além disso, muitas pessoas que recebem os espíritos em sua casa tem pouco conhecimento e portanto menos condições de perceber a condição dos zombeteiros. Esse tipo de espírito pode até ajudar a pessoa que você atender, mas com certeza não vai transformar ou levar nenhuma carga com ele, deixando o carrego todo para você, ou se for mais inteligente, para sua casa, onde você não perceberá imediatamente. Afinal, se você vomitar ou se sentir mal após a desincorporação, provavelmente vai procurar o templo que freqüenta (ou algum templo se não freqüenta nenhum), mas se daqui a uma semana começarem brigas freqüentes você dificilmente relacionará isso ao atendimento que realizou.

Ainda existem os riscos legais, já que ao menos no Brasil os templos devem possuir um CNPJ e serem filiados a uma instituição que os regule; você pode ser acusado inclusive de charlatanismo, e se alguma pessoa com doença ou predisposição piorar de estado ou cometer algum ato ilícito, você pode ser também acusado.

Existem ainda as incorporações “involuntárias”, e elas são bastante comuns. Se isso está acontecendo, procure um templo de sua confiança, vá até lá e converse com um espírito incorporado nas correntes explicando o que está acontecendo. Se é um espírito benéfico que o está chamando a trabalhar ele com certeza se manifestará no templo, em condições adequadas e explicará o que deseja e porque está se manifestando de forma inadequada. Se for um espírito que deseja atrapalhar, ele será conduzido pelos espíritos do templo para ser educado, e provavelmente deixará de se manifestar. Não há motivo para desespero ou medo, apesar de saber que as pessoas que sofrem com as incorporações involuntárias sentem um medo justificado, muitas vezes por desconhecimento. Mas como vimos neste tópico, incorporar em casa é, de muitas formas, muito prejudicial. Respeite as leis de Umbanda, um médico não faria uma cirurgia fora do hospital , tudo tem seu lugar e sua hora.

Mensagem copiada da página Umbandistas.

 

Vida de Médium

A mediunidade é um dom do espírito. Com essa simples afirmação concluímos que a mediunidade é um sexto sentido em cada uma das pessoas que se manifesta. Essa manifestação acontece em um nível, em um ângulo de visão ou campo de atuação diferente para cada médium. Não dá pra comparar o desenvolvimento de uma ou outra pessoa. Não há regras absolutas. Pode acontecer devagarzinho, o médium se conscientizando aos poucos de sua missão e aceitando-a com Amor, iniciando assim sua caminhada de trabalho mediúnico, ou brutalmente, o que é mais comum. São as pessoas que vêm pela dor, pela necessidade.

Tem um jargão que diz: “A necessidade é mãe da criatividade.” E acrescento: é mãe da busca, da aceitação do inevitável, da conscientização. Os primeiros são os que vêm pelo Amor, os outros pela necessidade. Mas no fundo os dois necessitam exercitar esse dom divino.  E como dom do espírito, aquelas afirmações que cansamos de ouvir de que a mediunidade é punitiva caem por terra.
Como um dom divino, conquistado pelo espírito em sua caminhada evolutiva, pode ser uma punição?
Tenho conhecido médiuns de todo tipo. Tímidos, extrovertidos, amáveis, egoístas, dedicados, etc, etc, etc. A mediunidade não altera o caráter da pessoa, o que acontece é que a prática da mediunidade limpa, bem amparada, leva a pessoa à transformação, à mudança de comportamento.  Mas o caráter do médium é único, e se veio pra essa encarnação é porque em si algo podia ser melhorado. Alguns mestres espirituais já falaram que se a espiritualidade tivesse que esperar médiuns perfeitos não haveria religião baseada no contato extrafísico.
Somos imperfeitos, temos nossas necessidades carnais, nossos vícios e defeitos morais. Uns mais que outros, mas todos somos amparados pelo mesmo Criador, que nos vê igualmente como filhos, necessitados que somos de Seu amparo.  A mediunidade é sacerdócio. Somos sacerdotes de nosso templo interior. E a quem esse templo foi consagrado? Responda você mesmo!
O médium deve saber a quem consagrou seu templo, seu coração, pois a prática da religiosidade limpa ou a prática das intrigas que tanto atrapalham nosso meio, não só o umbandista, acontece em todo meio religioso.  O médium deve ter consciência que ele é o “homem de confiança” do consulente, homem não no sentido masculino da palavra, mas no sentido de ser humano. O consulente, ao procurar o médium para se consultar com o próprio ou com uma entidade incorporada, não o faz por outro motivo senão a necessidade. E aí está a importância do médium estar preparado: a presença do consulente, a chamada ‘assistência’. Esse é o verdadeiro motivo da prática mediúnica: a caridade. É poder atender nossos irmãos necessitados.
A mediunidade, vista com medo por alguns, em outros exerce um verdadeiro fascínio. O contato com o mundo espiritual, poder saber o futuro, ter um “poder” nas mãos. A clarividência, então, é objeto de desejo de muita gente. Quem nunca teve pelo menos curiosidade de saber como é a imagem de ‘seu’ Caboclo, ou de um Preto Velho? E os Exus e Pombagiras então? Esse é um poder muito relativo: quanto mais se conquista, mais se é cobrado. Cobrado por quem? Pela Lei, pela Justiça Divina? Num primeiro momento pela sua própria consciência, essa que está alojada em seu espírito imortal e não presa pela cadeia da matéria. O espírito livre pra pensar e caminhar conscientemente em direção ao Pai.
Atentem Srs., Sras. e Srtas. Médiuns! Não só os de Umbanda, mas todos que de alguma forma podem influenciar a vida das pessoas. Somos agentes de mudança de comportamento, agentes de transformação íntima das pessoas. Quando abrimos a boca para falar temos que ter na consciência que aquilo que verbalizaremos poderá mudar a vida da pessoa, positiva ou negativamente.
Para aqueles cuja mediunidade de vidência ou clarividência é ativa, o cuidado é ainda maior. Ouvimos sempre os dirigentes sérios orientando para que todos os médiuns se preparem para os trabalhos, tomem seu banho de defesa, acendam sua velinha para o anjo da guarda, etc. Mas, elemento importante da prática mediúnica, é o comportamento do médium. Imagine um cirurgião precisar beber uísque antes de exercer sua profissão. Você confiaria num dentista com sinais de embriaguez? Claro que não!

Se você estiver limpo, sua mediunidade será limpa, um bom canal, livre de interferências. No entanto, se estiver ligado aos canais do ódio, da inveja, da soberba, da fofoca, da preguiça, da teimosia, da vaidade, da traição, o que você espera canalizar? Jesus Cristo?
Muito cuidado com aquilo que você vê, ouve ou intui. Passe sempre pelo crivo das três peneiras: Verdade, Bondade e Necessidade.
Não seja disseminador de confusão. Não fale aquilo que não tem certeza ou daquilo que você não gostaria que falassem de você. Pense que poderá estar sendo instrumento apenas da ilusão. E, sendo iludido, iludirá também.
Diga não às fofocas e não deixe que suas observações pessoais sejam exteriorizadas durante as manifestações mediúnicas. Cuidado com o que você fala, pois a palavra tem poder de realização. E pode realizar tanto maravilhas quanto desgraças na vida das pessoas. Podem desfazer amizades de muito tempo e fechar portas que demorarão séculos para serem reabertas.
Transmita ânimo e coragem. Pregue através de seus atos. Não esqueça: seus atos são sempre observados.
E lembre-se:

PESSOAS INTELIGENTES FALAM SOBRE IDEIAS.
PESSOAS COMUNS FALAM SOBRE COISAS.
PESSOAS MESQUINHAS FALAM DAS OUTRAS PESSOAS.

Fonte: Vida de Médium

TCMI, união fazendo a diferença

Campanha doe uma cadeira.
Campanha Destinada aos integrantes/membros da casa.