Dona do fogo, da faísca e do trovão!

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A Orixá Iansã

 

Dentro do estudo da Umbanda Sagrada Mãe Iansã pertence a 5º Linha de Umbanda ou Linha da Lei, onde rege esse mistério junto com Pai Ogum, sendo que a ela se atribui o fator direcionador e cósmico e a ele o fator ordenador e passivo

A onda que irradia da Orixá atinge os seres direcionando-os, ou seja, o mistério de Mãe Iansã é o caminho para quem se encontra desordenado e sem saber por onde começar. Se Ogum abre os caminhos, Iansã aponta qual é o melhor caminho.

Essa ação faz parte do seu princípio cósmico, que na prática se refere a atividade reparadora que a Orixá desenvolve no ser.

Se a pessoa está em equilíbrio com suas ações e positivado no sentido da vida que regem esses Orixás, será amparada pelo fator universal que no caso da linha da Lei corresponde a Ogum.

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Mas se por algum motivo, nesse campo, o desequilíbrio é o que acontece, então é Iansã que comparece trazendo a reparação para aquela situação.

Pai Alexandre Cumino elucida essa situação no estudo Orixás na Umbanda, colocando em questão dois tipos de pessoas: a que tem um foco ou objetivode vida e deseja abrir o caminho para que coisas se realizem nesse aspecto e as que ainda não sabem qual caminho pretendem trilhar e estão de certa forma desorientadas.

Para a primeira situação o fator que responde é o universal/amparador de Ogum e a segunda o cósmico/reparador de Iansã, ou seja, são dois lados de um mesmo mistério: ordenação.

A irradiação divina de Iansã irá refletir em seus filhos o magnetismo em forma de curvas alternadas, de ordem positiva e ativa e de natureza eólica e sempre que os seres forem fatorados por ela eles serão estimulados à busca contínua e amobilidade constante.

Fator Negativado

 

O fator oposto e negativo ao mistério dessas Divindade é a imobilidade. No campo dos elementos Iansã responde ao vento e as ventanias, quando falta a presença desse elemento eólico nos seres, eles se tornam mais “apáticos”.

Como Iansã emana essa energia movimentadora é característico que suas filhas tragam na personalidade esse perfil aguerrido, forte, agitado e vivaz.

As filhas de Iansã são emotivas e se não se impõem, revoltam-se e abandonam quem não se submete a elas e logo estão estabelecendo novas ligações, em que imporão.

No negativo, são apassionadas, bravas, emotivas, de pavio curto, falantes, briguentas, intolerantes, não perdoam quem as magoa e são explosivas.

Já no positivo são envolventes, risonhas, alegres, amorosas, cativantes, ma sem pieguice, possessivas com os seus, amigas e companheiras leais, mulheres decididas que tomam iniciativas ousadas, expeditas, ágeis no pensar e no falar, objetivas e lutadoras e são líderes natas.

Características das filhas de Iansã descritas no livro Orixás Ancestrais – A hereditariedade divina dos seresde Rubens Saraceni

Sincretismo

 

No Brasil ocorre o sincretismo entre a Orixá e a Divindade católica Santa Bárbara. Em algumas regiões ela também sincretiza com Santa Catarina, entretanto o dia de comemoração da Orixá com maior expressão é no 4 de dezembro, dia dedicado à Santa Bárbara no calendário católico.

Tanto as santas, como Iansã partilham também de elementos e simbolismos em comum, como a personalidade forte, imponente e no caso de Santa Bárbara também a presença do simbolismo do raio, que compõe parte da sua lendária história.

Já na tradição africana Iansã pode ser chamada de Oyá, que dentro da mitologia Iorubá é uma divindade das águas e ventos. Alguns mitos contam que o nome de Iansã teria sido dado a Oyá por Xangô e seu significado diz algo como “a mãe do céu rosado” ou “a mãe do entardecer”.

Há também o Itã {mito} que conta que Oyá desejava muito ter um filho e como não poderia concebe-lo, resolveu recorrer a um babalaô que indicou a ela a feitura de um ebó.

Feito o ebó Oyá deu à luz não a um filho, mas sim a nove!

Após a gestação, quando Oyá passava por entre as pessoas era chamada de Iansã. O Itã diz que no yorubá Iansã significa ‘mãe nove vezes’.

Fonte: UmbandaEAD / Júlia Pereira

Orixá Iansã

Em resumo bem definido, a Umbanda pratica somente o bem. E Tudo o que for contra o bem estar dos indivíduos, contra o progresso moral, não é Umbanda.

 

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Iansã é a aplicadora da Lei na vida dos seres emocionados pelos vícios. Seus campo preferencial de atuação é o emocional dos seres: ela os esgota e os redireciona, abrindo-lhes novos campos por onde evoluirão de forma menos “emocional”.

No comentário sobre o orixá Egunitá já abordamos nossa amada mãe lansã. Logo, aqui seremos breves em nosso comentário sobre ela, que também foi analisada no capitulo reservado ao orixá Ogum. Como dissemos antes, lansã, em seu primeiro elemento, e ar e forma com Ogum um par energético onde ele rege o pólo positivo e é passivo pois suas irradiações magnéticas são retas. lansã é negativa e ativa, e suas irradiações magnéticas são circulares ou espiraladas. Observem que lansã se irradia de formas diferentes: é cósmica (ativa) e é o orixá que ocupa o pólo negativo da linha elemental pura do ar, onde polariza com Ogum. Já em seu segundo elemento ela polariza com Xangô, e atua como o pólo ativo da linha da Justiça, que é uma das sete irradiações divinas.

Na linha da Justiça, lansã é seu aspecto móvel e Xangô é seu aspecto assentado ou imutável, pois ela atua na transformação dos seres através de seus magnetismos negativos.

lansã aplica a Lei nos campos da Justiça e é extremamente ativa. Uma de suas atribuições é colher os seres fora-da-Lei e, com um de seus magnetismos, alterar todo o seu emocional, mental e consciência, para, só então, redirecioná-lo numa outra linha de evolução, que o aquietará e facilitará sua caminhada pela linha reta da evolução.

As energias irradiadas por lansã densificam o mental, diminuindo seu magnetismo, e estimulam o emocional, acelerando suas vibrações. Com isso, o ser se torna mais emotivo e mais facilmente é redirecionado. Mas quando não é possível reconduzi-lo à linha reta da evolução, então uma de suas sete intermediárias cósmicas, que atuam em seus aspectos negativos, paralisam o ser e o retém em um dos campos de esgotamento mental, emocional e energético, até que ele tenha sido esgotado de seu negativismo e tenha descarregado todo o seu emocional desvirtuado e viciado.

Nossa amada mãe Iansã possui vinte e uma lansãs intermediárias, que são assim distribuídas: Sete atuam junto aos pólos magnéticos irradiantes e auxiliam os orixás regentes dos pólos positivos, onde entram como aplicadoras da Lei segundo os princípios da Justiça Divina, recorrendo aos aspectos positivos da orixá planetária Iansã. Sete atuam junto aos pólos magnéticos absorventes e auxiliam os orixás regentes dos pólos negativos, onde entram como aplicadoras da Lei segundo seus princípios, recorrendo aos aspectos negativos da orixá planetária Iansã. Sete atuam nas faixas neutras das dimensões planetárias, onde, regidas pelos princípios da Lei, ou direcionam os seres para as faixas vibratórias positivas ou os direcionam para as faixas negativas.

Enfim, são vinte e uma orixás lansãs intermediárias aplicadoras da Lei nas Sete Linhas de Umbanda. Como seus campos preferenciais de atuação são os religiosos, não é de se estranhar que nossa amada mãe lansã intermediária para a linha da Fé nos campos do Tempo seja confundida com a própria Oiá, já que é ela quem envia ao tempo os eguns fora-da-Lei no campo da religiosidade. lansã do Tempo, não tenham dúvidas, tem um vasto campo de ação e colhe os espíritos desvirtuados nas coisas da Fé, enviando-os ao Tempo onde serão esgotados.

Mas, não tenham dúvidas, antes ela tenta reequilibrá-los e redirecioná-los, só optando por enviá-los a um campo onde o magnetismo os esvazia quando vê que um esgotamento total em todos os sete sentidos é necessário. E isto o Tempo faz muito bem! Já lansã Bale, do Bale, ou das Almas, é outra intermediária de nossa mãe maior lansã que é muito solicitada e muito conhecida, porque atua preferencialmente sobre os espíritos que desvirtuam os princípios da Lei que dão sustentação à vida e, como vida é geração e Omulu atua no pólo negativo da linha da Geração, então ela envia aos domínios de Tatá Omulu todos os espíritos que atentaram contra a vida de seus semelhantes ao desvirtuarem os princípios da Lei e da Justiça Divina.

Logo, seu campo escuro localiza-se nos domínios do orixá Omulu, que rege sobre o lado de “baixo” do campo santo. Mas também são muito conhecidas as lansãs intermediárias Sete Pedreiras, dos Raios, do Mar, das Cachoeiras e dos Ventos (lansã pura). As outras assumem os nomes dos elementos que lhes chegam através das irradiações inclinadas dos outros orixás, quando surgem as Iansãs irradiantes e multicoloridas. Temos: • uma Iansã do Ar. • uma Iansã Cristalina. • uma lansã Mineral. • uma Iansã Vegetal. • uma lansã Ígnea. • uma lansã Telúrica. • uma lansã Aquática. Bom, só por esta amostra dos múltiplos aspectos de nossa amada regente feminina do ar, já deu para se ter uma idéia do imenso campo de ação do mistério “Iansã”.

O fato é que ela aplica a Lei nos campos da Justiça Divina e transforma os seres desequilibrados com suas irradiações espiraladas, que o fazem girar até que tenham descarregado seus emocionais desvirtuados e suas consciências desordenadas! Não vamos nos alongar mais, pois muito já foi dito e escrito sobre a “Senhora dos Ventos”.

Fonte: Rubens Saraceni