— Aula 008 – 02.04.2016

Deus e Divindades

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No início dos tempos, as questões existenciais sobre o Homem – Quem sou eu? Da onde vim? Para onde vou? – eram respondidas através de Mitos e Mitologias. Quem se ocupava destas respostas e das respostas a cerca de Deus e a Natureza eram apenas as religiões e os sistemas religiosos.

Como toda religião, a Umbanda também responde sobre conceitos de Deus através do  conhecimento advindo do Cristianismo e Catolicismo. Esta então é nossa base sobre o que é Deus, uma base Cristã, católica.

Mas a Umbanda também considera como fonte de formação teológica o que chamamos de “Linha do Oriente” que nos traz conhecimentos sobre a cultura oriental.

Também considera a Cultura indígena, a Cultura africana, a cultura cigana. Ou seja, por isso nossa religião é uma mesclagem de diversos povos,  e é a chamada religião de todos pois justamente é a religião espiritualista composta por falanges de trabalho de todos os povos, lugares e tempos. (Cumino)

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 Deus é algo que pertence ao campo da fé, das nossas convicções, é algo de foro íntimo, é algo muito pessoal.  (Alexandre Cumino)

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Divindades em todas as culturas

Podemos observar que em todas as culturas há divindades e mesmo dentro de uma mesma cultura é possível também, identificar o culto a uma mesma divindade com nomes e formas de se cultuar diferentes.

Como exemplo podemos citar a adoração a mesma divindade em uma cultura Africana porém identificadas de acordo com o rito, com o povo e ao mesmo tempo identificamos esta mesma figura sob a ótica católica:

 

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Divindades na cultura egípcia:

 

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Divindades na cultura Grega:

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Divindades na cultura Romana (Povo politeísta que incorporou os Deuses Gregos e lhes atribuiu outros nomes):

 

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E como curiosidade segue a análise pré-iconográfica, descrição iconográfica e uma interpretação iconológica de Deuses da cultura afro-brasileira, grega, romana e cultura egípcia:

 

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Fonte: História das Artes visuais – https://hav120151.wordpress.com, Acesso em 04.03.2016

“Embora as práticas culturais e organizações sociais variem de um povo a outro, as necessidades mais fundamentais que devem ser superadas para a sobrevivência humana se repetem no trabalho, na reprodução humana, na administração dos bens comuns e até na guerra. São eternos desafios que o homem enfrenta, qualquer que seja sua cultura. Em cada uma dessas situações a vencer, os deuses surgem como parceiros sobrenaturais da humanidade. Os deuses fazem no mundo mitológico o que os homens precisam fazer no mundo real.” (PRANDI, 2007)

 

Enquanto Umbandistas podemos então sentir Deus como Pai e Mãe.

Numa religião que tem muitas Divindades, aqui nós vamos estudar 14 Orixás – Oxalá/ Logunan, Oxum/ Oxumaré, Oxóssi/ Obá, Xangô/ Iansã, Ogum/ Egunitá, Nanã/ Obaluaiyê, Iemanjá/ Omulú – sete masculinos e sete femininos, por quê? Porque os Orixás são Divindades de Deus e ele é tanto Pai quanto Mãe, tanto feminino quanto masculino. E nas suas qualidades de Pai, Deus se manifesta como: Oxalá, Oxumaré, Oxóssi, Xangô, Ogum, Obaluaiyê e Omulú. E nas suas qualidades de Mãe, enquanto Mãe, Deus se manifesta e se individualiza como: Logunan, Oxum, Obá, Iansã, Egunitá, Nanã e Iemanjá. Então, aqui nós temos Deus que é Pai e Mãe que se individualiza por meio das suas Divindades, dos seus Orixás. E essa é uma das maravilhas que encanta a religião de Umbanda, conhecer Deus por meio das suas Divindades. (Cumino)

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Entendemos que Deus é um mistério e tudo aquilo que acontece em nossas vidas atribuímos a Sua vontade, pelas coisas positivas e por muitas vezes também o acusamos por nossas decadências em vida. Falamos que é impossível entender Deus e seus motivos mas será que não podemos sentir os seus mistérios?

Mesmo não O compreendendo é possível sentir os seus mistérios, principalmente os sete mistérios que mais fazem parte de nossas vidas que são os mistérios da fé, do amor, do conhecimento, da justiça, da lei, da evolução e da geração. E destes sete mistérios surgem muitos outros  que em cada religião são abordados de maneira diferente.

É importante ressaltar que a Umbanda embora com muitos Orixás, ou seja, divindades, acreditamos em um Deus único porém cultuamos diversas entidades. Por este motivo nasce uma nova nomeclatura chamada Monopoliteísmo qual nos encaixamos bem pois é a forma de se cultuar a Zambi como único porém atuando com diversas divindades.

“Zambi, que é “o poderoso” ou Tupã, são palavras. Olorum vem do Nagô-Yorubá, Zambi da cultura Angolana e Tupã vem de uma cultura Tupi-Guarani. Mas, podemos chamar Deus de “Iandesul”, “Ianderu”, de “Ian”, “En”, “Al”, não importa qual nome se dê a Deus, “Alá”, “Adonai”, “Elohim”, “Iavé”, “Javé”, não importa qual nome. É aquele que nós identificamos como criador de tudo e de todos, que tem as suas Divindades. Então, nós somos monopoliteístas porque cremos num Deus único, mas ao mesmo tempo cultuamos várias divindades, as divindades Orixás” (Cumino)

 

O mistério do Número 7

 

Na Cabala, é chamado de “o Número da Perfeição”; em grego, é chamado de “Sebo” (Venerar) ou “Septa” (Venerável); em romano ou latim “Septos” (Santo, divino).

São sete os elementos de Deus (cristalino, mineral, vegetal, ígneo, eólico, telúrico e aquático).

Segundo a cultura judaico-cristã, Deus criou o mundo em sete dias, dada a importância deste número, cada dia representa o abrir de uma nova vibração.

Em Êxodo, Deus instrui Moisés a construir um candelabro de ouro para sete lâmpadas.

Em Apocalipse, Novo Testamento, vemos Sete Igrejas que estão na Ásia, “Sete espíritos que estão diante do seu Trono”, Sete Candelabros de Ouro, Sete Estrelas, Sete Anjos, Sete Tochas de Fogo diante do Trono, Sete Selos, Sete Chifres, Sete Olhos, Sete Trombetas e Sete Trovões.

Sendo assim temos muitos motivos para abordar as divindades de Deus segundo o “Mistério do Número 7”, o que me é muito familiar também por ser Umbandista, uma religião (Umbanda) que aborda o seu próprio universo a partir do que chamamos “Sete Linhas de Umbanda”, onde se assentam os Orixás, Divindades cultuadas na Umbanda. (Cumino)

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O número sete (7) é o número da perfeição que nos remete às sete vibrações originais em que o Criador se manifesta entre nós, visível nas sete cores do Arco Íris (vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil e violeta) e na escala musical (dó, ré, mi, fá, sol, lá, si). É o número Mestre nas Manifestações espirituais, pois o Criador se manifesta de forma sétupla no homem, o que observamos através dos sete chakras, cada um deles em sintonia com uma das sete vibrações originais da criação.

Pode-se ainda estabelecer sete elementos, de acordo com a obra psicografada por Rubens Saraceni (terra, água, ar, fogo, cristal, mineral e vegetal). Ou ainda Sete Sentidos (Fé, Amor, Conhecimento, Justiça, Lei, Evolução e Geração). Este número será de todo especial neste estudo, pois é no mistério das sete vibrações que iremos “classificar” ou “organizar” as divindades por afinidade com esta ou aquela energia e campo de atuação. (Cumino)

Tronos dos Mistérios Divinos

Os Tronos são seres divinos assentados nos muitos níveis vibratórios da criação e têm como funções divinas dar sustentação aos meios, amparar os seres nos seus muitos estágios evolutivos.

Fonte: “Tratado de Escrita Mágica Simbólica”. Rubens Saraceni. Ed. Madras

 

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