AS SETE LÁGRIMAS DE UM PRETO-VELHO

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Num cantinho de um terreiro, sentado num banquinho, pitando o seu cachimbo, um triste preto-velho chorava. De seus olhos molhados, esquisitas lágrimas desciam-lhe pelas faces e não sei porque contei-as… Foram sete.

Na incontida vontade de saber aproximei-me e o interroguei. Fala, meu preto-velho, diz ao teu filho por que externas assim uma tão visível dor?

E ele, suavemente respondeu: Estás vendo esta multidão que entra e sai? As lágrimas contadas estão distribuídas a cada uma delas.

A primeira, eu dei a estes indiferentes que aqui vem em busca de distração, para saírem ironizando aquilo que suas mentes ofuscadas não podem conceber…

A segunda a esses eternos duvidosos que acreditam, desacreditando, na expectativa de um milagre que seus próprios merecimentos negam.

A terceira, distribui aos maus, aqueles que somente procuram a UMBANDA, em busca de vingança, desejando sempre prejudicar a um seu semelhante.

A quarta, aos frios e calculistas que sabem que existe uma força espiritual e procuram beneficiar-se dela de qualquer forma e não conhecem a palavra gratidão.

A quinta, chega suave, tem o riso, o elogio da flor dos lábios mas se olharem bem o seu semblante, verão escrito: Creio na UMBANDA, nos teus caboclos e no teu Zambi, mas somente se vencerem o meu caso, ou me curarem disso ou daquilo.

A sexta, eu dei aos fúteis que vão de Centro em Centro, não acreditando em nada, buscam aconchegos e conchavos e seus olhos revelam um interesse diferente.

A sétima, filho notas como foi grande e como deslizou pesada? Foi a última lágrima, aquela que vive nos olhos de todos os Orixás. Fiz doação dessa aos Médiuns vaidosos, que só aparecem no Centro em dia de festa e faltam as doutrinas.

Esquecem que existem tantos irmãos precisando de amparo material e espiritual.

Assim, filho meu, foi para esses todos, que viste cair, uma a uma AS SETE LÁGRIMAS DE UM PRETO-VELHO.

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Alienação mental e obsessão na visão espírita

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De acordo com os postulados espíritas, as causas mais conhecidas de alienação mental residem nos grandes abalos emocionais vivenciados na presente reencarnação ou derivam dos delitos e prejuízos graves impostos aos semelhantes em vidas anteriores.

Nesta última hipótese prevalece a idéia de que as atitudes nefastas, decorrentes do egoísmo, da inveja e da maldade premeditada, se fixam no inconsciente do ser e aí permanecem em estado de latência, vibrando em maior ou menor desarmonia na dependência do tipo de malvadeza infligido aos outros.

Quando as atitudes insanas atingem inúmeras vítimas, mais intensa é a sensação de angústia e remorso, sobretudo após a desencarnação do infrator. Somem-se a isto, os ímpetos de vingança das vítimas desencarnadas, impulsos que se traduzem na perseguição pertinaz, tendo como alicerce a idéia fixa de justiça a ser imposta pelas próprias mãos.

Diante da ofensiva das sombras, o espírito assediado costuma buscar uma alternativa capaz de protegê-lo das perseguições obstinadas, de tal forma que, a opção reencarnatória parece ser o caminho mais viável. No auge do sofrimento, a entidade atormentada imagina que o mergulho na carne possa preservá-lo das hostilidades sofridas nas zonas umbralinas. Contudo, quando reencarnado, o espírito vê-se às voltas com um outro fator agravante.

O seu campo mental, deformado pelo excesso de maldade, imprime, nas matrizes psíquicas da zona consciencial do campo perispirítico (físico), os desequilíbrios latentes que ressumam das profundezas da alma. Resultado: tal contingência converte-se em fator predisponente das manifestações psicóticas identificadas no decorrer da experiência terrena, se bem que complicadas pela subjugação obsessiva atribuída aos credores desencarnados.

As pesquisas comprovam que tais criaturas, logo nos primeiros anos de vida, ressentem-se dos indícios sugestivos de alienação mental, até que mais tarde explodem com intensidade as características sintomáticas das esquizofrenias, das depressões profundas ou do autismo clássico, psicopatologias sabidamente graves implícitas na Lei de Causa e Efeito.

Inúmeras vezes, a moléstia mental marca indelevelmente o comportamento do encarnado durante toda a existência. Em seu curso inexorável, compromete o relacionamento afetivo, distorce a noção de espaço e de tempo, e converte a criatura em uma personalidade apática, indiferente e desligada dos acontecimentos ao seu redor. No entanto, a aparência física, absorta e impassível, não corresponde à realidade dos fatos. Lá na intimidade, o mundo psíquico do alienado fervilha por conta dos inúmeros conflitos psicológicos derivados da intensa sensação de culpa e da incontrolável dor moral associada ao arrependimento tardio.

Se as benesses prodigalizadas pelo Espiritismo atingissem o maior contingente possível de insanos, o prognóstico do desequilíbrio mental não seria tão reservado assim e a enfermidade evoluiria de forma menos comprometedora.

É uma lástima admitir que, após o surgimento do Espiritismo, os bancos acadêmicos ainda refutem as informações e pesquisas relativas à vida fora da matéria. Não obstante tal postura, o campo experimental da doutrina tem se mostrado de real valor no diagnóstico e tratamento dos distúrbios espirituais, conforme preconizam as diretrizes doutrinárias. A experiência dos grupos espíritas, acumulada nas lides desobsessivas permite destacar algumas condutas que gostaríamos de compartilhar com os leitores. Vejamos, então:

Os enfermos mentais graves, na vigência das crises agudas devem ser submetidos compulsoriamente ao tratamento fluidoterápico (passes), pelo menos quatro vezes por dia. Tal postura encontra respaldo no conhecido benfeitor espiritual, Manoel Philomeno de Miranda. No livro “Loucura e Obsessão” (FEB), ao analisar um caso de esquizofrenia submetido ao tratamento espiritual, o citado pesquisador assim adverte:

“Enquanto isto, deve ele receber assistência fluidoterápica quatro vezes, ao dia, objetivando desencharca-lo das energias que o intoxicam.” (Manoel P. de Miranda e Divaldo P. Franco. Loucura e Obsessão. 1ª ed., Rio de Janeiro, FEB, 1990, pág. 132).

Habitualmente recorremos às técnicas desobsessivas, especialmente as que se alicerçam na utilização da Apometria, seguramente o procedimento eletivo de maior penetração nos casos em que a influenciação espiritual se manifeste de forma acentuada.

Contudo, pouco tem se dito a respeito dos benefícios hauridos pelos enfermos mentais com a aplicação dos tradicionais passes magnéticos. Aliás, muitos sequer imaginam que a quantidade de “passes” aplicados nos enfermos mentais possa variar de freqüência em face da gravidade de cada situação. É exatamente tal complemento terapêutico que merece de nossa parte uma análise mais acurada em face dos efeitos salutares devidamente comprovados na prática e pelos espíritos qualificados no movimento espírita brasileiro. Caso o enfermo se encontre submetido ao regime de internação hospitalar, por se tratar de um caso agudo, equipes de passistas voluntários deverão revezar-se e dispensar o maior número possível de aplicações fluidoterápicas.

A desobsessão individual, aquela em que todos os esforços e atenções convergem para um só paciente, nos casos mais complicados, poderá ser repetida semanalmente. Tal providência justifica-se porque, à medida que os algozes espirituais (bolsões kármicos) são atendidos e afastados, ocorre uma reversão no estado de abatimento geral do encarnado, seguida de sensível melhora na evolução do quadro clínico. Quando a terapêutica espírita é mobilizada em sua totalidade (passes e desobsessão apométrica), os enfermos mentais recuperam-se da fase aguda com mais rapidez, se comparados com aqueles outros submetidos apenas ao tratamento clínico. A experiência assim o tem demonstrado.

Nas reuniões mediúnicas assistenciais, os espíritos obsessores, como de praxe, submetem-se aos benefícios da dinâmica desobsessiva. A repercussão favorável do intercâmbio mediúnico com os desencarnados hostis serve para reforçar a certeza de que a desobsessão espírita destaca-se como iniciativa da mais alta valia, não devendo jamais ser descurada pelos cultores da mediunidade com Jesus.

Aliás, a interação magnética entre os campos vibratórios do obsessor e do médium de incorporação constitui-se uma forma de tratamento específico e ao mesmo tempo proveitoso ao desencarnado, conforme nos revela Manoel Philomeno de Miranda:

“Trazido o espírito rebelde ou malfazejo ao fenômeno da incorporação, o perispírito do médium transmite-lhe alta carga fluídica animal, chamemo-la assim, que bem comandada aturde-o, fá-lo quebrar algemas e mudar a maneira de pensar” (Manoel P. de Miranda e Divaldo P. Franco. Loucura e Obsessão. 1ª ed., Rio de Janeiro, FEB, 1990, pág. 135).

Mesmo que a entidade, por conta do lastimável estado de perturbação, não ofereça condições de diálogo, nada impede que ela seja submetida ao “choque anímico” ou terapia magnética de contato, prática pouco utilizada por falta de maiores esclarecimentos a respeito. Em tese, a desobsessão sempre se destacou no contexto amplo da terapêutica espiritual alicerçada nos moldes doutrinários. Portanto, jamais deveria ser relegada a plano secundário por algumas instituições… Caso a desobsessão caia em desuso, haverá prejuízos para os doentes mentais e demais portadores de outras complicações obsessivas.

As considerações feitas até agora nos permitem fixar algumas iniciativas a serem levadas em conta quanto aos espíritos obsessores:

– recepcionar em cada oportunidade o maior número deles, por intermédio das tradicionais incorporações;

– resgatá-los, sempre que possível, da erraticidade penumbrosa;

– tentar demovê-los pela retórica esclarecedora, das perseguições vingativas contra o desafeto encarnado;

– concitá-los ao perdão incondicional;

– e, por fim, encaminhá-los às estâncias de recuperação no Astral.

De fato, com o passar do tempo, o tratamento espírita poderá surpreender. Uma vez satisfeita as exigências acima, não é incomum observar a melhoria lenta, mas sempre progressiva do doente mental.

Detalhe digno de nota refere-se às transformações especiais que se operam no íntimo do ser encarnado, no decorrer das desobsessões. O fato mais destacado, sem dúvida, diz respeito à redução do sentimento de culpa albergado na mente enfermiça. Quanto mais obsessores forem resgatados das sombras, mais evidente e animadora a recuperação do enfermo encarnado.

É como se a consciência perturbada pelo sentimento de culpa, aos poucos manifestasse alívio, ao perceber que as suas vítimas do pretérito, retidas em verdadeiros bolsões kármicos, estão sendo socorridas após tanto tempo de sofrimento. Tal observação é corroborada pela informação do ilustre Manoel P. de Miranda:

“A consciência de culpa somente desaparece quando o delinqüente liberta aqueles que lhe sofreram o mal” (Manoel P. de Miranda e Divaldo P. Franco. Loucura e Obsessão. 1ª ed., Rio de Janeiro, FEB, 1990, pág. 89).

Por conseguinte, uma vantagem incontestável da metodologia desobsessiva se expressa na possibilidade do mais amplo recolhimento dos espíritos obsessores. Fato que aos poucos vai sendo reconhecido pelo componente mental do próprio doente encarnado, com boa repercussão na melhoria gradual do seu estado de insanidade.

Assim que possível, não descurar das instruções de ordem ética, a serem repassadas ao encarnado, evitando, no entanto recorrer ao expediente do moralismo que humilha. Uma vez iniciado o período de convalescença lembrá-lo a necessidade de se familiarizar com as exortações da psicopedagogia evangélica.

Orientá-lo, ainda, a se dirigir em prece ao Senhor da Vida, com a finalidade de elevar o próprio padrão vibratório mental, rogar o perdão das faltas e implorar o benefício da libertação de suas vítimas pretéritas. Por fim, no instante favorável, sugerir que ele se filie ao voluntariado filantrópico, com vistas a consolidar aos poucos a verdadeira cura que a alma endividada necessita perante a própria consciência.

Referências bibliográficas:

(1) MIRANDA, Manoel P. e FRANCO, Divaldo P. Loucura e Obsessão. 1ª ed., Rio de Janeiro, FEB, 1990, p. 132.

(2) Idem, p. 135 (3) Ibidem, p. 89

 

Fonte: (MEDICINA E ESPIRITUALIDADE | Vitor Ronaldo Costa)

Patacori Ogum

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Guerreiro supremo do Humaitá, a Pai Ogum peço proteção, me abençoe em nome de Oxalá, e inimigos não me vencerão.
Meu caminho se torna de paz, quando iluminado pelo Cavaleiro de Luz, sua força e sabedoria nos traz, o abraço desse Guerreiro de Jesus.
Sua lança empunhada na mão, me defende dos grandes inimigos, levando para longe uma má ação, sempre protegendo sem deixar-nos feridos.
Ogum é sabedoria, força e coragem, poderoso Guerreiro do amor, ao longe me encanto, como em uma miragem, cavalgando no jardim sem destruir uma flor.
Ao ouvir seu nome, os inimigos se afastam, e para longe de mim, se vão, como cobras assustadas se arrastam, Pai Ogum me protegendo, com sua lança na mão.
Grandioso cavaleiro de Oxalá, as demandas Pai Ogum há de vencer, cavalgando no divino Humaitá, a seus filhos proteção vai oferecer.
Sem espinhos os caminhos ele deixará, para mim que sou seu filho, caminhar, uma luz brilhante, pelo céu passará, iluminando noite escura com a luz de seu luar.
Saravá meu poderoso Pai Ogum, guerreiro que luta pela paz, abençoado pelo nosso Pai Olorum, com Ogum na Gira, a Umbanda tudo faz.
Sem medo de mazela, sem temer o inimigo, a Pai Ogum ofereço uma vela, e a ele peço que me livre do perigo.
Pai Ogum é meu guardião, com ele não tenho temor, sei que sempre terei proteção, Meu Pai me livra de males e de toda dor.
Observando sempre minha caminhada, na estrada da vida, Ogum comigo está, seja manhã, tarde, noite ou madrugada, intercedendo por mim junto a Pai Oxalá.
Muitas dívidas com ti terei, não sei o tanto que terei a agradecer, a ti uma promessa farei, nunca deixar o mal me preencher.
Obrigado Senhor guerreiro da Lua, por tantos dias de glórias e de luz, protegido sempre estarei pela espada tua, Ogum filho de Deus, mensageiro de Jesus.

Patacori Ogum.

Poema escrito por Carlos de Ogum / Luz de Umbanda / 2014

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Perigos Do Orgulho E Leis Morais

“A mesma energia que está na base e sustenta a criatura mais orgulhosa é a mesma energia que está na base de uma criatura que dá os maiores exemplos de humildade”

A maneira como administramos esta energia é o que Haroldo Dutra Dias nos fala a respeito no video. Excelente explanação e muito conteúdo elucidativo.

 

Todo aquele que opere, e coopere de espírito voltado para Deus, poderá aguardar sempre o melhor. Nãé promessa de amizade. É Lei.” (Os Mensageiros, Cap. 33).

Colhemos o que plantamos

Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará.
Gálatas 6:7

 

#semear

#galatas6

Incorporação fora do terreiro

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Porque não incorporar em casa. O assunto é sério! Leiam e aprendam.

Muitas vezes nos deparamos com pessoas que recebem os exus, caboclos, pretos velhos e crianças em casa. Eles conversam, algumas vezes dão consultas e passam remédios que por vezes funcionam tão bem quanto os passados nos templos. Mas então porque não é recomendável fazer isso em casa, se funciona? Há vários motivos, mas gostaria de comentar os 3 que são em minha opinião, os principais:

1.) As complicações para SUA casa: Muitos umbandistas não sabem, mas o templo de umbanda, possui vários pontos de força chamados de firmezas onde todas as energias negativas (que chamaremos de “carrego”, usado no linguajar da Umbanda) podem ser enviadas para seu descarrego. Sua casa não possui firmeza e se o médium não for bem firme pode piorar tudo. Cada templo possui diferentes tipos de instrumentos para descarrego, ligado principalmente à linha da entidade que dirige o templo. Sua casa não tem essa preparação, e portanto todo o carrego que a entidade tira seja do ambiente, seja de você ou seja daqueles que você ama ou que atende acaba ficando depositado na sua casa. Obviamente que parte dele a entidade transforma e elimina, mas a parte mais “pesada” dele e que não pode ser transformada acaba sendo deixada no lugar onde o trabalho é executado e outra parte com quem o executou. Você pode imaginar que uma simples conversa não faria mal, mas os espíritos estão em trabalho constante mesmo quando aparentemente apenas conversando e funcionam como uma espécie de imã para o carrego que permeia o ambiente e as pessoas. Então mesmo numa simples conversa o espírito deixará sua casa com esta energia; isso afetará a todos de forma sutil no início, causando desentendimentos, desânimo, falta de vontade e com o tempo (e acúmulo) evoluindo para brigas, tristeza e até doenças.

2.) SUA preparação: É a segunda face do motivo acima; parte do carrego é processado pelo espírito, parte por quem recebe o espírito e parte fica no ambiente. O trabalho constante e os diversos graus de iniciação que existem na Umbanda (coroa de firmeza, pai pequeno, babá) preparam o corpo do médium para receber uma carga maior de carrego, para que possa suportar os trabalhos mais pesados realizados pelo templo. Se você não tem preparação e recebe uma carga muito pesada você prejudica a si mesmo, com sintomas inclusive semelhantes aos de sua casa, mas que se aplicam apenas a você. Uma coisa importante aqui: trabalhos pesados não significam trabalhos para prejudicar outra pessoa: desmanchar um “feitiço” que provocou uma doença em alguém, por exemplo, é um trabalho bastante pesado, mas benéfico. Afastar um espírito ruim que está influenciando uma família a brigar também costuma ser bastante pesado (e muitas vezes sutil) e benéfico, apenas para citar alguns exemplos.

3.) Presença de espíritos zombadores. Exceto pelos médiuns mais desenvolvidos, é muito difícil saber quando o espírito incorporado é sério ou apenas um zombeteiro se fazendo passar por outro espírito. O templo é energeticamente preparado por pessoas preparadas antes dos trabalhos para evitar que estes espíritos possam se manifestar, se utilizando inclusive das ferramentas que existem no templo. Em casa, como vimos no primeiro ponto estas ferramentas não existem, e não temos como preparar o local de forma adequada, muitas vezes não tendo nós mesmos esta preparação. Além disso, muitas pessoas que recebem os espíritos em sua casa tem pouco conhecimento e portanto menos condições de perceber a condição dos zombeteiros. Esse tipo de espírito pode até ajudar a pessoa que você atender, mas com certeza não vai transformar ou levar nenhuma carga com ele, deixando o carrego todo para você, ou se for mais inteligente, para sua casa, onde você não perceberá imediatamente. Afinal, se você vomitar ou se sentir mal após a desincorporação, provavelmente vai procurar o templo que freqüenta (ou algum templo se não freqüenta nenhum), mas se daqui a uma semana começarem brigas freqüentes você dificilmente relacionará isso ao atendimento que realizou.

Ainda existem os riscos legais, já que ao menos no Brasil os templos devem possuir um CNPJ e serem filiados a uma instituição que os regule; você pode ser acusado inclusive de charlatanismo, e se alguma pessoa com doença ou predisposição piorar de estado ou cometer algum ato ilícito, você pode ser também acusado.

Existem ainda as incorporações “involuntárias”, e elas são bastante comuns. Se isso está acontecendo, procure um templo de sua confiança, vá até lá e converse com um espírito incorporado nas correntes explicando o que está acontecendo. Se é um espírito benéfico que o está chamando a trabalhar ele com certeza se manifestará no templo, em condições adequadas e explicará o que deseja e porque está se manifestando de forma inadequada. Se for um espírito que deseja atrapalhar, ele será conduzido pelos espíritos do templo para ser educado, e provavelmente deixará de se manifestar. Não há motivo para desespero ou medo, apesar de saber que as pessoas que sofrem com as incorporações involuntárias sentem um medo justificado, muitas vezes por desconhecimento. Mas como vimos neste tópico, incorporar em casa é, de muitas formas, muito prejudicial. Respeite as leis de Umbanda, um médico não faria uma cirurgia fora do hospital , tudo tem seu lugar e sua hora.

Mensagem copiada da página Umbandistas.

 

Os Mistérios “Exu” E “Pombagira”

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O MISTÉRIO EXU

Trazido da África como Orixá, logo se destacou como o mensageiro dos outros Orixás, sendo oferendado sempre em primeiro lugar para que não atrapalhasse e nem criasse confusão durante a gira, tinha na África como símbolo um falo ereto, representando o seu vigor, sim esta é a chave da correta interpretação de seu mistério pois enquanto “elemento” é ele quem vitaliza os demais, não se assenta exatamente em uma linha de Umbanda, mas para ela se manifesta em todas dando a sustentação para as linhas de esquerda masculina pois todos Orixás e Guias tem seus Exus correspondentes, Exus de Oxalá, de Oxum, de Iansã, de Omulu, logo são vitalizadores ou desvitalizadores da fé , do amor, da ordem, da geração e pasmem não trabalham por “desejo” ou “vontade própria” e sim pela vontade da lei maior e de seus consulentes, e é aí que entra seu par natural Pomba-Gira esbanjando desejos e vontades, que por si só não se realizam sem a vitalidade. Elas trazem este elemento do desejo para nossas vidas, desejo de viver, trabalhar, estudar.

Cada um de nós médiuns tem pelo menos três Exus, um Guardião da nossa esquerda que raramente se manifesta e tem relação com nosso Orixá Ancestral, um Exu de trabalho que normalmente incorporamos com relação ao Orixá de Juntó, e um natural que nunca incorporamos relacionado ao Orixá de Frente.

Já quem não trabalha tem apenas o natural que não incorpora e atua através de terceiros pela lei maior. O Campo de atuação de Exu é vasto, visto que responde religiosamente e magisticamente.

“Sem Exu na Umbanda não se faz nada” uma vez que não aprendemos a lidar com as forças das trevas, para o nosso próprio bem, por vez quem as manipula é Exu e Pomba-gira através da Lei Maior.

Respondem por nomes simbólicos, das suas linhas de trabalho, os quais revela seu campo de atuação e a qual Orixá respondem através da Lei onde:

Exu 7 montanhas, 7 = sete linhas, montanha = xangô, trabalha nos sete sentidos da vida pela justiça de xangô.

Exu corta-fogo, corta = espada, fogo = xangô, ordenando os campos da justiça.

Exu sete encruzilhadas, sete encruzilhadas é fator de oxalá para as sete linhas, logo é um Exu que trabalha nos sete sentidos da vida através da sua fé e convicções.

Todos eles atuando no sentido de vitalizar ou desvitalizar o que se encontra em seu campo de atuação.

Texto Extraído Do Jus – Alexandre Cumino


O MISTÉRIO POMBAGIRA

Com a permissão da Divina Mahor-yê, Trono Guardião do Mistério Pomba-Gira no Ritual de Umbanda Sagrada.

O mistério Pomba-Gira é regido por uma divindade cósmica que tanto gera quanto irradia o fator desejo.

Saibam que esses fatores, vigor (Exu) e desejo (Pomba-Gira), se completam e criam as condições ideais para que a Umbanda tenham seus recursos mágicos e cármicos, também eles, atuando através de linhas de força horizontais ou inclinadas, e dispensa a ativação direta dos Tronos Cósmicos ou dos aspectos negativos dos regentes das linhas de Umbanda.

Saibam também que nem Exu natural nem Pomba-Gira Natural seguem a mesma linha de direção evolutiva dos espíritos, pois eles seguem outra orientação e direcionamento.

Pomba-Gira natural é um ser cuja presença desperta o desejo, porque é irradiadora natural desse fator divino. Só que esse fator não se limita ao sexo, e destina-se a todos os sentidos da vida, pois só desejando, um ser empreende alguma coisa ou toma alguma iniciativa em algum sentido.

Portanto, o desejo, é um fator divino fundamental em nossa vida, pois nós o absorvemos por todos os setes chacras principais e também pelos secundários.

O desejo só existe porque Deus assim quis e ele não se manifesta só através do sexo, pois sentimos o desejo de aprender, de viajar, de conversar, de nos divertir, de comer determinado alimento ou de vestir determinada roupa, etc.

O mistério Pomba-Gira se manifesta na Umbanda através de seres naturais ou de espíritos incorporados às suas hierarquias ativas, pois são elementos mágicos que podem ser ativados por qualquer pessoa, desde que o faça dentro de um ritual codificado como correto pelo Ritual de Umbanda Sagrada, assim como são agentes cármicas, pois podem ser ativadas pela Lei Maior.

O mistério Pombagira é em si neutro, e pode ser ativada com oferenda ritual, pois é elemento mágico, assim como pode ser ativada pela Lei Maior porque é agente cármica, esgotadora de emoções apassionadas ou despertadora de desejo em seres apáticos.

Entendam que Deus criou tudo, também gerou o desejo como uma de suas qualidades ou fatores, pois sem vibrarmos o desejo, nada desejaremos e nos tornaremos apáticos, desinteressados e nos paralisaremos.

Logo, Deus, que tudo sabe, cuidou deste aspecto de nossa vida e gerou o desejo como um de seus fatores, assim como gerou uma divindade cósmica que tanto o gera como o irradia a tudo e a todos.

Essa divindade de Deus também formou sua hierarquia divina, que chega até nós no nosso nível terra como as exuberantes Pomba-Giras, que são regidas por um Trono Cósmico feminino cujo nome mântrico é Ma-hor-iim-yê, ou Mahór yê, Senhora Guardiã dos Mistérios do desejo, que polariza horizontalmente com o Trono Cósmico Guardião dos Mistérios do Vigor.

Logo Pomba-Gira polariza com Exu. E o desejo, unindo-se com o vigor, cria nos seres as condições ideais que os ativarão em todos os sentidos e os induzirão a assumir com vigor e paixão as empreitadas mais temerárias.

Mas, caso sejam ativados e usados indevidamente, ai perdem suas grandezas e se tornam paixões devastadoras e vigores atormentadores para quem der uso a eles, pois são em si mistérios, e, como tal, voltam-se contra quem lhes der mau uso. Aí subjugam essa pessoa, induzem-na aos maiores destinos e aberrações até lançá-la num tormento alucinante, delirante e bestificante, cuja finalidade é levá-la à loucura em todos os sentidos.

Saibam que muitas pessoas que abandonaram a Umbanda e o Candomblé e, todos confusos, atrapalhados e perseguidos por hordas de espíritos obsessores, estão entre as que achavam que Pomba-Gira e Exu eram seus escravos e os atenderiam inconsequentemente. Mas como começaram a pagar o preço ainda aqui, correram para o abrigo das seitas salvacionistas, e dali se voltam contra estes mistérios cósmicos, acusando-os de “demônios”.

Pomba-Gira não se auto ativa contra ninguém, ou alguém a ativa ou isso quem faz é a Lei Maior.

E tanto pode ser ativada para ajudar quanto para esgotar o desejo em todos os sentidos da vida de uma pessoa, quanto só num sentido onde está se excedendo e se desviando de sua evolução reta e contínua.

Não foi aberto para a dimensão material o mistério Exu feminino. Logo, quem descreve Pomba-Gira como Exu fêmea não sabe nada sobre este outro mistério da Umbanda.

Parte do texto retirado do Livro: “UMBANDA SAGRADA” – Rubens Saraceni.

São entidades em evolução, seu trabalho é dirigido, principalmente a defesa dos seus médiuns e a defesa do terreiro, porém, são muito procurados para resolver os problemas da vida sentimental e material.

Costumam trabalhar com velas, charutos, cigarros, bebidas fortes, punhais em seus pontos riscados, pembas brancas, pretas e vermelhas. Devido ao seu temperamento forte e alegre costumam atrair bastante os consulentes, principalmente pôr que quando falam que vão ajudar certamente o farão.

 

Dona do fogo, da faísca e do trovão!

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A Orixá Iansã

 

Dentro do estudo da Umbanda Sagrada Mãe Iansã pertence a 5º Linha de Umbanda ou Linha da Lei, onde rege esse mistério junto com Pai Ogum, sendo que a ela se atribui o fator direcionador e cósmico e a ele o fator ordenador e passivo

A onda que irradia da Orixá atinge os seres direcionando-os, ou seja, o mistério de Mãe Iansã é o caminho para quem se encontra desordenado e sem saber por onde começar. Se Ogum abre os caminhos, Iansã aponta qual é o melhor caminho.

Essa ação faz parte do seu princípio cósmico, que na prática se refere a atividade reparadora que a Orixá desenvolve no ser.

Se a pessoa está em equilíbrio com suas ações e positivado no sentido da vida que regem esses Orixás, será amparada pelo fator universal que no caso da linha da Lei corresponde a Ogum.

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Mas se por algum motivo, nesse campo, o desequilíbrio é o que acontece, então é Iansã que comparece trazendo a reparação para aquela situação.

Pai Alexandre Cumino elucida essa situação no estudo Orixás na Umbanda, colocando em questão dois tipos de pessoas: a que tem um foco ou objetivode vida e deseja abrir o caminho para que coisas se realizem nesse aspecto e as que ainda não sabem qual caminho pretendem trilhar e estão de certa forma desorientadas.

Para a primeira situação o fator que responde é o universal/amparador de Ogum e a segunda o cósmico/reparador de Iansã, ou seja, são dois lados de um mesmo mistério: ordenação.

A irradiação divina de Iansã irá refletir em seus filhos o magnetismo em forma de curvas alternadas, de ordem positiva e ativa e de natureza eólica e sempre que os seres forem fatorados por ela eles serão estimulados à busca contínua e amobilidade constante.

Fator Negativado

 

O fator oposto e negativo ao mistério dessas Divindade é a imobilidade. No campo dos elementos Iansã responde ao vento e as ventanias, quando falta a presença desse elemento eólico nos seres, eles se tornam mais “apáticos”.

Como Iansã emana essa energia movimentadora é característico que suas filhas tragam na personalidade esse perfil aguerrido, forte, agitado e vivaz.

As filhas de Iansã são emotivas e se não se impõem, revoltam-se e abandonam quem não se submete a elas e logo estão estabelecendo novas ligações, em que imporão.

No negativo, são apassionadas, bravas, emotivas, de pavio curto, falantes, briguentas, intolerantes, não perdoam quem as magoa e são explosivas.

Já no positivo são envolventes, risonhas, alegres, amorosas, cativantes, ma sem pieguice, possessivas com os seus, amigas e companheiras leais, mulheres decididas que tomam iniciativas ousadas, expeditas, ágeis no pensar e no falar, objetivas e lutadoras e são líderes natas.

Características das filhas de Iansã descritas no livro Orixás Ancestrais – A hereditariedade divina dos seresde Rubens Saraceni

Sincretismo

 

No Brasil ocorre o sincretismo entre a Orixá e a Divindade católica Santa Bárbara. Em algumas regiões ela também sincretiza com Santa Catarina, entretanto o dia de comemoração da Orixá com maior expressão é no 4 de dezembro, dia dedicado à Santa Bárbara no calendário católico.

Tanto as santas, como Iansã partilham também de elementos e simbolismos em comum, como a personalidade forte, imponente e no caso de Santa Bárbara também a presença do simbolismo do raio, que compõe parte da sua lendária história.

Já na tradição africana Iansã pode ser chamada de Oyá, que dentro da mitologia Iorubá é uma divindade das águas e ventos. Alguns mitos contam que o nome de Iansã teria sido dado a Oyá por Xangô e seu significado diz algo como “a mãe do céu rosado” ou “a mãe do entardecer”.

Há também o Itã {mito} que conta que Oyá desejava muito ter um filho e como não poderia concebe-lo, resolveu recorrer a um babalaô que indicou a ela a feitura de um ebó.

Feito o ebó Oyá deu à luz não a um filho, mas sim a nove!

Após a gestação, quando Oyá passava por entre as pessoas era chamada de Iansã. O Itã diz que no yorubá Iansã significa ‘mãe nove vezes’.

Fonte: UmbandaEAD / Júlia Pereira

Salve Umbanda!

Umbanda-Religião

“há 109 anos, acontece em todos os cantos do Brasil (e atualmente fora dele também) em cada casa, templo, cabana, tenda, terreiro.. de forma única e ao mesmo templo intensamente plural, Ritual de Umbanda.”

Clique e leia mais! HOJE ACONTECIA A PRIMEIRA GIRA DE UMBANDA DA HISTÓRIA #109anosdeUmbanda