A afabilidade e a doçura

Tema da palestra desta noite de sexta-feira no Templo de Caridade Mamãe Iemanjá.

Será que estamos percebendo o mundo a nossa volta? Estamos estendendo nossas mãos? A caridade deve e pode ser praticada de muitas formas.

Créditos vídeo: Lipton

A benevolência para com os semelhantes, fruto do amor ao próximo, produz a afabilidade e a doçura, que são a sua manifestação. Entretanto, nem sempre se deve fiar nas aparências, pois a educação e o traquejo do mundo podem dar o verniz dessas qualidades. Quantos há, cuja fingida bonomia é apenas uma máscara para uso externo, uma roupagem cujo corte bem calculado disfarça as deformidades ocultas! O mundo está cheio de pessoas que trazem o sorriso nos lábios e o veneno no coração; que são doces, contanto que ninguém as moleste, mas que mordem à menor contrariedade; cuja língua, doirada quando falam face a face, se transforma em dardo venenoso, quando falam por trás.

A essa classe pertencem ainda esses homens que são benignos fora de casa, mas tiranos domésticos, que fazem a família e os subordinados suportarem o peso do seu orgulho e do seu despotismo, como para compensar o constrangimento a que se submetem lá fora. Não ousando impor sua autoridade aos estranhos, que os colocariam no seu lugar, querem pelo menos ser temidos pelos que não podem resistir-lhes. Sua vaidade se satisfaz com o poderem dizer: “Aqui eu mando e sou obedecido”, sem pensar que poderiam acrescentar, com mais razão: “E sou detestado”.

Não basta que os lábios destilem leite e mel, pois se o coração nada tem com isso, trata-se de hipocrisia. Aquele cuja afabilidade e doçura não são fingidas, jamais se desmente. É o mesmo para o mundo ou na intimidade, e sabe que se podem enganar os homens pelas aparências, não podem enganar a Deus.        

Lázaro. Paris, 1861. 

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Não te canses de amar

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“Impelidos pelas causas do passado a reunir-nos no presente, é indispensável pagar com alegria os débitos que nos imanam a alguns corações, a fim de que venhamos a solver nossas dívidas para com a humanidade”

Emmanuel

“Não te canses de amar, sejam quais forem as circunstâncias, por mais ásperas se te apresentem.”

Joanna de Ângelis

…Falo de vivências familiares, do lar como o santuário de bênçãos onde aprendemos e exercitamos a paciência, o perdão, a compreensão e a tolerância, possibilitando-nos assim enfrentar as agruras da vida em sociedade, na qual teremos que desenvolver com maior intensidade estas virtudes assimiladas no dia a dia junto ao grupo familiar.

Essa compreensão maior das leis da vida torna-nos mais aptos a vencer as dificuldades no relacionamento familiar e assim, movidos pelo amor, vamos amenizando as feridas da alma, aparando as arestas da animosidade latente e suavizando a convivência, por vezes tão áspera. Creio que a dificuldade maior, em se tratando de convivência familiar, está no apego excessivo aos que caminham conosco, nas atitudes de egoísmo com relação aos direitos alheios e nas exigências descabidas de afetos, de considerações que ainda não dispensamos aos outros, exigindo da vida, distraídos de nossos deveres, o que não doamos, movidos pelo egoísmo. Considero a gentileza o primeiro estágio para aprendermos a amar e tolerar o próximo. E quando digo – próximo – falo daquele que está ao nosso lado na vida diária, principalmente no lar. Aprendamos a respeitar os que amamos, ou pretendemos amar, como desejamos que nos amem e respeitem. Não façamos dos entes queridos objetos de nossa satisfação e de atitudes egoísticas, usando-os como se fossem seres sem desejos próprios ou sonhos pessoais. No lar iremos aprender a exercitar o despojamento, o respeito, a ternura de amar sem exigir reciprocidade, a renúncia, a caridade moral, erguida em alicerce sólido e duradouro do exemplo, do amor, da solicitude e da compaixão.

(Parte do texto extraída do original de mesmo título escrito por Lucy Dias Ramos na edição de Dezembro de 2013 da revista O Reformador)

Milho de Pipoca

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A transformação do milho duro em pipoca macia é símbolo da grande transformação por que devem passar os homens para que eles venham a ser o que devem ser.

O milho de pipoca não é o que deve ser. Ele deve ser aquilo que acontece depois do estouro.

O milho de pipoca somos nós: duros, quebra-dentes, impróprios para comer. Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo.

Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca, para sempre.

Assim acontece com gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito, a vida inteira.

São pessoas de uma mesmice e uma dureza assombrosas. Só elas não percebem. Acham que é o seu jeito de ser. Mas, de repente, vem o fogo.

O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos. Dor.

Pode ser o fogo de fora: perder um amor, perder um filho, ficar doente, perder o emprego, ficar pobre.

Pode ser o fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depressão, sofrimentos cujas causas ignoramos.

Há sempre o recurso do remédio. Apagar o fogo.

Sem fogo, o sofrimento diminui. E com isso a possibilidade da grande transformação. Pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro ficando cada vez mais quente, pensa que a sua hora chegou:

Vai morrer. Dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar destino diferente. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada. A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo, a grande transformação acontece: Bum!

E ela aparece como uma outra coisa completamente diferente, que ela mesma nunca havia sonhado.

Piruá é o milho de pipoca que se recusa a estourar. São aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Elas acham que não podem existir coisas mais maravilhosas do que o jeito delas serem. A sua presunção e o medo são a dura casca que não estoura.

O destino delas é triste. Ficarão duras a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca e macia. Não vão dar alegria a ninguém. Terminado o estouro alegre da pipoca, no fundo da panela ficam os piruás que não servem para nada. Seu destino é o lixo.

E você o que é?

Uma pipoca estourada ou um piruá?

autor desconhecido

Reforma íntima: Minha ou só a do outro ?

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Falando mais uma vez sobre os 20 conselhos para reformar nosso interior deixados pelo espírito de Irmã Scheilla por intermédio do Médium Chico Xavier.

* Comentários entre parênteses

** Confira também em nossa Sessão Humor e Espiritismo, o vídeo sobre Reforma Íntima Clique Aqui!

1 – Executar alegremente as próprias obrigações.

(Existem duas explicações para palavra obrigação conforme os dicionários. Um indica que temos que cumprir nossos compromissos/atribuições enquanto cidadãos, Pais, filhos, estudadantes, trabalhadores etc. E trazendo para dentro do nosso contexto religioso, a obrigação de nossa necessidade moral, ou seja, o que fazemos e o que podemos fazer para reformarmos nosso interior ou para agir enquanto bom cidadão, bom cristão, bom pai, boa mãe, bom amigo etc.

Sou Umbandista por que me obrigaram ? Devo deixar a cargo de meus guias os trabalhos ? Há algo que posso melhorar em mim para que os guias espirituais possam agir com mais facilidade em meu campo vibracional ? Devo esperar que me impulsionem a combater um bom combate, ou devo tentar me doar como um bom soldado a qualquer instante sem a necessidade de um irmão de fé ou Guia me solicitar ?

Sejamos alegres em todos os momentos)

2 – Silenciar diante da ofensa.

(Mas como silenciar diante de uma afronta a minha dignidade ? Como ouvir uma injúria e ficar calado ?

É perdoando que se é perdoado” meus irmãos. E é diante de uma ofensa que muitas vezes está a nossa provação, muitas vezes diante de uma difamação é que está nosso caminho para progredirmos se ao silenciarmos, entendermos que o que Deus quer de nós é o nosso progresso moral, que ao silenciar, ou seja, ao ouvirmos com o nosso lado espiritual, estaremos sendo julgados apenas pelo Pai Maior, único que nos julga com leveza, único que verdadeiramente nos concede o perdão.

Muitas vezes o ofensor ao invés de observar seus próprios pontos a melhorar, tende a apontar no outro aquilo que o desagrada, exemplo clássico de orgulho, vaidade e egoísmo mais para com si mesmo do que para com o próximo. Não devemos e nem podemos ditar ao outro as regras da vida, a forma de conduzir ou o caminho que o outro deva seguir. Isso cabe a cada um pois somos seres únicos, cada um com sua escada de progresso)

3 – Esquecer o favor prestado.

(Em absoluto, tudo aquilo que fizermos sem esperarmos recompensa, um dia retornará. Lei de causa e efeito. O que plantei de bom, irei colher melhor. O que plantei em desacordo com as leis morais, irei colher conforme a semente plantada)

4 – Exonerar os amigos de qualquer gentileza para conosco.

(Quem não gosta de uma palavra amiga? De um agrado carinhoso? Deus coloca as pessoas certas em nosso caminho. Estejamos abertos a receber tudo de bom que um amigo possa nos oferecer, mas nunca cobre atenção como se ela fosse devida. Se por ventura pareça que você está “abandonado” no mundo, faça a seguinte reflexão: O que estou emanando para o mundo? São coisas boas? Veja como o retorno é bom quando o que se emana é tão bom quanto)

5 – Emudecer a nossa agressividade.

(Muitas vezes disfarçamos nossa agressividade com falsas palavras amigas para tentar colocar para fora aquilo que estamos sentindo por dentro, e por isso devemos pensar 3 vezes antes de falarmos alguma coisa pois nem sempre sabemos se quem está a frente destas palavras é o nosso eu bom ou nosso eu influenciável por energias diversas como ira, inveja, ciúmes, rancor, que são sentimentos comuns a nós encarnados, podendo conter ou não influência de irmãos que se comprazem com as mesmas. Por isso, CUIDADO é sempre a primeira palavra que devemos ter em nosso pensamento antes de uma conversa, de um conselho, de uma reunião, etc. Nem sempre aquilo que pensamos ser o melhor para o outro, o é. Às vezes uma armadilha vem camuflada de bom conselho.

“A palavra lançada, nunca volta vazia”)

6 – Não condenar as opiniões que divergem da nossa

(Deus nos concedeu o livre-arbítrio, ou seja, nos deu a condição de decidirmos, formarmos nossas próprias ideias. Em lugar algum está escrito que devemos mudar o pensar do outro, o agir do outro. Temos é que seguir nosso caminho tentando melhorar a nós mesmos, o que também inclui ajudar o próximo em suas dificuldades com simplicidade, doçura, amabilidade, sem a pretensão de mudá-lo, sem palavras que possam magoar, sem apontar o erro, sem classificar seus atos.  

Lembre-se do dedo que aponta; Um aponta, três lançam para nós e um diretamente apontado para Deus)

7 – Abolir qualquer pergunta maliciosa ou desnecessária.

(O ato de ouvir é maravilhoso porém o ato de questionar, julgar e apontar qualquer que seja a atitude do próximo é maléfico, improdutivo e muitas vezes não apresenta resultado algum. Será que nossos questionamentos/julgamentos não deveriam ser para nós mesmos ? Interiorizar o bem é um grande mandamento.

As vezes, o menos é mais.)

8 – Repetir informações e ensinamentos sem qualquer azedume.

(Repetir é progresso, significa que alguém está interessado em realmente aprender, em saber. E para aquele que repete é ainda melhor pois quem muito fala, precisa muito ouvir! Então que ao repetir, tenhamos amor, paciência e agradecimento a Deus pela oportunidade de falarmos novamente sobre um determinado assunto)

9 – Treinar a paciência constante.

(Suporte teus desafios e tuas lutas. Tenha a paciência de Jó pois nossas riquezas não são desse mundo. Deus nos permite as provas, e o objetivo é termos paciência, resignação. Todas as ferramentas estão aqui)

10 – Ouvir fraternalmente as mágoas dos companheiros sem biografar nossas dores.

(Muitas vezes queremos desabafar e quando menos esperamos o nosso ouvinte que escolhemos por amigo começa a comparar suas dores, a relatar seus problemas e dizer a quem desabafa que ele não está passando por nada comparado ao que outros vivem.

Volte ao passo 7)

11 – Buscar sem afetação o meio de ser mais útil.

(Eu não sirvo para nada dentro do terreiro, Templo, Igreja. A clássica frase do irmão que se acha inútil)

Para interiorizar: A sua grande utilidade é estar dentro dele. Junte isso a entrega e doação de todo o bem que podemos fazer. O resultado será de grande valia)

12 – Desculpar sem desculpar-se.

(O perdão só é perdão quando não lembramos mais do que passou com sentimento de mágoa. Eu aprendi isso com um amigo. Funciona bem quando ao dormir lembramos de nosso dia e conseguimos pensar em momentos difíceis sem sentir dor. 

“Perdoe não sete, mas setenta vezes sete”)

13 – Não dizer mal de ninguém.

(Qual é o lucro? Nenhum.

É covardia)

14 – Buscar a melhor parte das pessoas que nos comungam a experiência.

(Se pararmos para analisar o lado negativo seremos eternos negativos. Quando observamos o que o irmão de caminhada tem de positivo seremos melhores amigos.

Todos nós temos um lado positivo, algo bom a dizer, a ensinar, a mostrar, uma boa conversa, muitas risadas. Procure começar por esta parte, e se possível estacione por aí)

15 – Alegrar-se com a alegria dos outros.

(Não é maravilhoso ver as pessoas felizes ? Seja pelo que for. A felicidade é algo que contamina.

Seja por um novo emprego, um casamento, um ato de caridade, um encontro com Deus, o reencontro com pessoas queridas. É feliz ver alguém feliz. Seja feliz! É um bom começo para fazer alguém sentir o que é a felicidade)

16 – Não aborrecer quem trabalha.

(Tem o velho ditado: Se não quer ajudar, não atrapalhe.

Seja suave)

17 – Ajudar espontaneamente.

(Não devemos esperar. Seja pró-ativo.

Multiplique, seja mais)

18 – Respeitar o serviço alheio.

(O respeito mútuo deve ser constante. Todo trabalho é válido. Tudo o que executamos com amor e com vontade é reconhecido pelo Pai. Não há melhores, nem piores)

19 – Reduzir os problemas particulares.

(Será que tudo é um grande problema? Vamos encarar os problemas como provas de glória, como momentos que devemos passar sem reclamar mais do que tentar resolvê-los)

20 – Servir de boa mente quando a enfermidade nos fira.

(A dor engrandece nosso espírito. O sofrer muito ou pouco depende de cada um de nós. Eu posso e vou sofrer porque estamos encarnados, temos alegrias e ganhos porém também dores e perdas mas eu vou decidir até quando e a intensidade do meu sofrimento.

Precisamos nos levantar)

O aprendiz da experiência terrena que quiser e puder aplicar-se, pelo menos, a alguns dos vinte exercícios aqui propostos, certamente receberá do Divino Mestre, em plena escola da vida, as mais distintas notas no curso da Caridade.

Que assim seja!

Na casa de meu Pai há muitas moradas

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Não se turbe o vosso coração. – Credes em Deus, crede também em mim. Há muitas moradas na casa de meu Pai; se assim não fosse, já eu vo-lo teria dito, pois me vou para vos preparar o lugar. – Depois que me tenha ido e que vos houver preparado o lugar, voltarei e vos retirarei para mim, a fim de que onde eu estiver, também vós aí estejais. ( S. João, cap. XIV, vv. 1 a 3.)

Que Deus nos conceda a graça de elevar nossos pensamentos. Que possamos inundar nosso coração de amor, pois é preciso amor para pulsar. É preciso se acalmar para achar o caminho, é preciso silenciar para encontrar as respostas.

É preciso compreender para ser compreendido. Observar, ouvir, ouvir mais uma vez. Falar quando necessário, calar quando for para machucar. Rezar quando nossos pensamentos se tornarem armas.

Na casa de meu Pai há muitas moradas e nosso estado moral e mental nos levará a morada ideal.

Eu, o espelho e eu mesmo

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O que vemos ao olhar para um espelho?

O reflexo de nós mesmos.

Nem sempre a forma como nos vemos, é a forma como o outro nos vê.

Ao olharmos no espelho, nem sempre é o nosso corpo físico apenas que enxergamos. O contato com nossos próprios olhos nos permite enxergar o que somos por dentro, ainda que eu não queira aceitar, vejo quem realmente sou. E é neste momento que devemos conversar com o nosso interior e refletir sobre o que estamos externando para o mundo, de bom ou de ruim.

Podemos refletir também sobre a idéia de sermos um espelho para outras pessoas, e aí fica aquela pergunta:

O que estou refletindo?

O que estou trazendo de exemplo aos meus filhos, irmãos, netos? Que tipo de retorno estou oferecendo aos colaboradores de minha empresa? O que o meu irmão fraterno vê em mim? O que transpareço para aqueles que me buscam como uma a mão amiga?

Parece ironia, mas ao observarmos no outro aquilo que nos incomoda, que possamos fazer desse momento um reflexo a guardar, tanto para refletir se também não temos as mesmas características quanto para não repetir tal comportamento.

Que possamos lidar com nosso reflexo e principalmente manter por mais tempo o contato direto com nossos próprios olhos, conseguindo assim enxergar não só o que podemos melhorar mas também para lembrar e reconhecer nossas qualidades. E quem sabe assim, com essa prática, potencializar o ato de reconhecer mais as qualidades do próximo.

Ver somente o lado negativo das coisas é prejudicial a saúde do espírito. Deus quer a nossa alegria de viver.

Eu vou chamar Vovô, eu vou chamar Vovó!

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Salve a linha de trabalho dos Pretos e Pretas Velhas de Umbanda, arquétipo adotado pelos espíritos para trazer aos nossos olhos os ensinamentos sobre humildade, paciência, resignação entre tantas outras coisas. Em especial a nos ensinar a frear nossos impulsos, a falar menos e ouvir mais. Nos ensinam a  não esquecer a gratidão que devemos ter por Deus que nos concedeu o dom da vida, na exata posição que estamos neste mundo de provas e expiações, nos lugares, momentos e com as pessoas certas. Nos ensinam a refletir sobre nossas vaidades e egoísmo. Nos ensinam com o seu andar calmo, com seu falar suave, com olhar que tudo diz. Com seus sorrisos e com suas lágrimas.

Nosso agradecimento aos trabalhadores da última hora! Saravá Vovó Joana, Vovô Pedro, Vó Cabinda, Pai Joaquim, Vovô Cipriano das almas. Vovó Maria Conga, Pai João de Angola, de Aruanda, das Almas e do Togo. Vovó Catarina, Pai Mané, Pai José, Pai Francisco. Vovó Maria da Bahia, Pai Benedito.

Salve todas as bandas!

Que Deus abençoe e nos guia junto a nossos amigos rumo a nossa eterna evolução.

 Templo de Caridade Mamãe Iemanjá

“AS SETE LÁGRIMAS… DE PAI PRETO”

Foi uma noite estranha aquela noite queda; estranhas vibrações afins  penetravam meu Ser Mental e o faziam ansiado por algo, que pouco a pouco se  fazia definir…

Era um quê desconhecido, mas sentia-o, como se estivesse em comunhão com  minha alma e externava a sensação de um silencioso pranto…

Quem do mundo Astral emocionava assim um pobre “eu”? Não o soube, até  adormecer…e “sonhar”…

Vi meu “duplo” transportar-se, atraído por cânticos que falavam de Aruanda,  Estrela Guia e Zambi; eram as vozes da Senhora da Luz Velada, dessa Umbanda  de Todos Nós que chamavam seus filhos-de-fé…

E fui visitando Cabanas e Tendas, onde multidões desfilavam…

Mas, surpreso  ficava, com aquela “visão” que em cada uma eu “via”, invariavelmente, num  canto, pitando, um triste Pai-preto chorava.

De seus “olhos” molhados, esquisitas lágrimas desciam-lhe pelas faces, e não  sei por que, contei-as… foram sete.

Na incontida vontade de saber, aproximei-me  e interroguei-o: fala, Pai-preto, diz a teu filho, por que externas assim uma tão  visível dor?

E Ele, suave, respondeu: estás vendo essa multidão que entra e sai?

As  lágrimas contadas, distribuídas, estão dentro dela…

A primeira eu a dei a esses indiferentes que aqui vêm em busca de distração,  na curiosidade de ver, bisbilhotar, para saírem ironizando daquilo que sua mente  ofuscada não pode conceber.

Outra, a esses eternos duvidosos que acreditam, desacreditando, na  expectativa de um “milagre” que os façam “alcançar” aquilo que seus próprios  merecimentos negam.

E mais outra foi para esses que crêem, porém, numa crença cega, escrava de  seus interesses estreitos. São os que vivem eternamente tratando de “casos”  nascentes uns após outros…

E outras mais que distribui aos maus, aqueles que somente procuram a  Umbanda em busca de vingança, desejam sempre prejudicar a um ser  semelhante – eles pensam que nós, os Guias, somos veículos de suas mazelas,  paixões, e temos obrigação de fazer o que pedem… pobres almas, que das brumas  ainda não saíram.

Assim, vai lembrando bem, a quinta lágrima foi diretamente aos frios e  calculistas – não crêem, nem descrêem; sabem que existe uma força e procuram  se beneficiar dela de qualquer forma. Cuida-se deles, não conhecem a palavra  gratidão, negarão amanhã até que conheceram uma casa de Umbanda…

Chegam suaves, têm o riso e o elogio à flor dos lábios, são fáceis, muito fáceis;  mas se olhares bem seu semblante verás escrito em letras claras: creio na tua  Umbanda, nos teus Caboclos e no teu Zambi, mas somente se venceram “meu  caso”, ou me curarem “disso ou daquilo”…

E a sétima, filho, notaste, como foi grande e como deslizou pesada?

Foi a  ÚLTIMA LÁGRIMA, aquela que “vive” nos “olhos”de todos os orixás; fiz  doação dessa aos vaidosos, cheios de empáfia, para que lavem suas máscaras e  todos possam vê-los como realmente são…

“Cegos, guias de cegos”, andam se exibindo com a Banda, tal e qual  mariposas em torno da luz; essa mesma LUZ que eles não conseguem VER,  porque só visam à exteriorização de seus próprios “egos”…

“Olhai-os” bem, vede como suas fisionomias são turvas e desconfiadas; observai-os quando falam “doutrinando”; suas vozes são ocas, dizem tudo de  “cor e salteado”, numa linguagem sem calor, cantando loas aos nossos Guias e  Protetores, em conselhos e conceitos de caridade, essa mesma caridade que não  fazem, aferrados ao conforto da matéria e à gula do vil metal. Eles não têm  convicção.

Assim, filho meu, foi para esses todos que viste cair, uma a uma, AS SETE  LÁGRIMAS DE PAI-PRETO!

Então, com minha alma em pranto, tornei a perguntar: não tens mais nada a  dizer, Pai-Preto?

E, daquela “forma velha”, vi um véu caindo e num clarão  intenso que ofuscava tanto, ouvi mais uma vez…

“Mando a luz da minha transfiguração para aqueles que esquecidos pensam  que estão… ELES FORMAM A MAIOR DESSAS MULTIDÕES”…

São os humildes, os simples; estão na Umbanda pela Umbanda, na confiança  pela razão… SÃO OS SEUS FILHOS-DE-FÉ.

São também os “aparelhos”, trabalhadores, silenciosos, cujas ferramentas se  chamam DOM e FÉ, e cujos “salários” de cada noite… são pagos quase sempre  com uma só moeda, que traduz o seu valor numa única palavra – a INGRATIDÃO…

W.W. Da Matta e Silva (Do Livro Lições de Umbanda e Quimbanda)

 

Orixás – Por Géro Maita

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Muito temos estudado ao longo do tempo sobre os ORIXAS e qainda muita duvida existe a respeito do tema em questão.
A palavra ORIXA significa ORI: Alto, cabeça ou o que esta em cima e IXA: Luz, iluminado, assim podemos interpretar que ORIXA significa “AQUELE QUE ILUMINA NOSSOS PENSAMENTOS”
Os primeiros registros do culto aos ORIXAS tem como referência a África berço da cultura negra tão oprimida pelo histórico da escravidão.
Lá diferente do que vemos aqui no Brasil os ORIXAS não eram tão humanizados como notamos nos dias de hoje e a ritualística envolvendo os mesmos era disciplinada e mantida na cultura de tradição ou seja passada pelos antepassados sucessivamente aqueles que os precederiam em sua jornada religiosa.
Como citamos acima reparamos nos dias de hoje muitos desejando serem donos da verdade suprema e vale lembrar que no que tange a lei divina o homem e o próprio meio onde vive esta sempre em plena evolução, digo isso pois o sentido sagrado dos ORIXAS ficou muito comparado ao meio onde o ser vive atribuindo-se a qualidade de ORIXA ao temperamento emocional de seus supostos “filhos e filhas”.
Como exemplo podemos citar:
“Sou briguento por ser filho de Ogum” ou ainda “As mulheres que choram por qualquer coisa tendem a ser filhas de Oxum” e por ai vai colocando algo sagrado na condição do profano infelizmente, mas isso se dá devido a falta de compreensão e estudo detalhado dos cultos e principalmente da qualidade dos Orixas, além claro do preparo dos médiuns despreparados que ingressam em determinadas casas que não apoiam o estudo da Umbanda.
ORIXAS antes de mais nada são qualidades divinas, ou seja, ligada DEUS e nestas qualidades se destacam sete que são cultuadas no movimento Umbandista.
São elas: A Fé, o Amor, o Conhecimento, a Justiça, a Lei, a Evolução e a Geração divina. Cada uma destas qualidades compõem uma força ligada a determinada função energética que Deus exerce sobre o homem e toda criação divina.
Quando falamos de lembramos de OXALA, que rege a crença de cada um em sua jornada evolutiva, não adianta desejarmos algo se não acreditamos que podemos alcança-lo, da mesma força não adianta estarmos ligados a um credo religioso se não aprendemos a crer ou a acreditar. OXALA rege a ligação entre o homem e DEUS é aquele que nos estimula a encontrarmos a DEUS dentro de nós mesmos a não desistirmos diante dos obstáculos da lei do carma natural, isso se chama FÉ. OXALA tem atuação em nosso chacra CORONÁRIO
O AMOR divino é regido por OXUM, ainda pouco compreendido não nos referimos ao amor carnal ou seja entre homens e mulheres, mas sim, ao amor universal, onde compreendemos que somos todos irmãos e como irmãos OXUM desperta em nós o senso de solidariedade, de perdão, de compaixão pelo nosso semelhante, AMOR que “cobre a multidão dos seus pecados”, AMOR que nos renova as forças e sempre nos da esperanças de um novo recomeçar. OXUM atua sobre nosso chacra CARDÍACO.
OXÓSSI, é o sustentador natural da vegetação, que nos remonta a cura divina, na natureza encontramos uma grande variedade de forças energéticas que ainda desconhecemos, atuando a mesma tanto para cura de nosso corpo físico, espiritual.
Na natureza também encontramos um campo energético absorvedor natural das cargas nocivas das “formas pensamento” geradas pelos seres em desequilibro tanto encarnados como desencarnados.
Por reger nosso chacra FRONTAL OXÓSSI também atua em nosso pensamento e eventualmente estimula o nosso aprendizado em geral.
XANGÔ podemos de forma simples interpretar como o aplicador da JUSTIÇA DIVINA ou ainda a lei de causa e efeito a que todos nós estamos expostos pelos nossos atos e pensamentos.
Se “não cai uma folha de uma árvore, sem que DEUS o saiba” XANGÔ vigia nossos passos dando através das leis de DEUS um direcionamento em nossas vidas.
Tiramos como exemplo MOISÉS quando recebeu do alto os 10 mandamentos, ali se balizava a JUSTIÇA de DEUS dando direcionamento para o homem alcançar sua evolução.
XANGÔ vibra sua força através de nosso chacra UMBILICAL.
Ordenação é a qualidade regida por OGUM, ou seja, na criação divina tudo tem tempo e hora certa para acontecer nada vem quando desejamos, mas sim, quando estamos preparados e para nos encontrarmos preparados tudo tem que estar em ordem.
OGUM também atua na organização energética de nosso planeta envolvendo, as matas, os rios, os mares, ou seja tudo o que foi criado por DEUS cada coisa esta em seu devido lugar, esta energia que ordena e organiza todos os eventos da criação e das criaturas chama-se OGUM. O chacra LARINGEO é regido por OGUM.
Evolução, ou passagens de níveis vibratórios são regidos por OBALUAYÊ, ainda tão mal compreendido dentro da Umbanda, sendo comparada com o orixa das doenças e pestes, por ter seu campo de forças no cemitério.
Quando falamos de morte, não podemos ter nossa mente voltada somente para morte física, mas sim para morte ou anulação de inúmeros defeitos que trazemos em nossos espíritos e que através da bênção da reencarnação temos oportunidade de corrigi-los.
OBALUAYÊ, é a força divina que nos estimula a evoluirmos sempre aumentando assim nosso padrão vibratório. Vale lembrarmos que a doença também é uma oportunidade de crescimento para o ser, pois a dor transforma.
O chacra que é estimulado por OBALUAYÊ é o chacra ESPLÊNICO.
A CRIAÇÃO DIVINA é regida por nossa mãe IEMANJÁ, um dos orixas mais festejados na Umbanda.
Gerar, dar vida, esta é uma das funções de IEMANJÁ, pois a criatividade desde a criação do mundo envolve o ser.
Encontramos esta força divina, atuando no meio cientifico, acadêmico, humano e religioso. Para mudar opiniões são necessárias palavras novas e para gerar palavras novas é preciso ter inspiração divina, fator que é regido por IEMANJÁ.
Tem seu campo de forças nos mares, pois la se desenvolvem um infinito ciclo de vida.
O chacra estimulado por IEMANJÁ, é o BÁSICO.
Vale lembrar que existem duas qualidade de ORIXAS.
ORIXAS MAIORES ou seja a qualidade geradora divina, que nunca incorporam em médium algum;
ORIXAS INTERMEDIÁRIOS ou seres manifestadores destas qualidade divinas que atuam dentro da vibração do ORIXA MAIOR e sim estes são os que se manifestam nas engiras de Umbanda.
O sincretismo religioso não veio da ÁFRICA mas sim foi criado no BRASIL através do movimento de CABULA, oriundo dos negros que eram obrigado a participarem da missas dominicais e que através das imagens católicas nos altares encontraram semelhanças com as qualidades dos ORIXAS.
ORIXA não tem forma, é energia as imagens que vemos nos altares são pontes de ligação vibratória para aqueles que ainda precisam de referência energética para se ligarem ao divino.
Dentro deste sincretismo encontamos:
 
OXALA, sincretizado com JESUS CRISTO
OXUM, sincretizada com NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO
OXÓSSI, sincretizado com SÃO SEBASTIÃO
XANGÔ, sincretizado com SÃO JERÔNIMO
OGUM, sincretizado com SÃO JORGE
OBALUAYÊ, sincretizado com SÃO LÁZARO
IEMANJÁ, sincretizado com NOSSA SENHORA DOS NAVEGANTES
 
Com este breve estudo, esperamos de forma simples termos esclarecido um pouco mais sobre o tema ORIXAS e também assim esperamos quebrar certos preconceitos, lembrando que o estudo é base fundamental dentro de qualquer religião.
Géro Maita (Médiumradialistaescritor e sacerdote umbandista brasileiro. Dirigente do Centro Espiritualista de Umbanda Esperança, fundado em 20 de maio de 2006, com uma proposta de espiritualismo universalista crístico).

Que Jesus nos abençoe!

Irmãos do Templo de caridade mamãe Iemanjá, boa noite!

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Espero com esse Post não só divulgar o início de mais uma caminhada para nós.

Esse é o primeiro pedido de idéias, sugestões e o que mais puder para construção desse blog. Joguei os primeiros links no menu superior que podem ser alterados e transformados em árvores, ou seja, dando abertura para outros links.

Conto com vocês.

Um abraço e que Jesus nos abençoe.